Marcelo Oliveira disse que obra está sendo paga de acordo com a execução e questiona falta de fiscalização na época do VLT
O secretário de Estado de Infraestrutura, Marcelo Oliveira, deixou a audiência pública sobre a obra do BRT (Ônibus de Tráfego Rápido, em tradução livre) nesta segunda-feira (13) na Assembleia Legislativa antes de responder a perguntas de deputados estaduais.
Ele fora convocado para esclarecer dúvidas sobre o andamento da obra e pagamento feito pela Sinfra (Secretaria de Estado de Infraestrutura) às empresas vencedoras da licitação.
O secretário Marcelo se irritou com dados que apontariam para supostos pagamentos pela obra que superariam os R$ 533 milhões estimados para a instalação do modal em Cuiabá e Várzea Grande. A obra ainda não foi concluída. A alegação é feita pelo deputado estadual Lúdio Cabral (PT).
“O deputado deu exemplos. As estações estão com 1% paga porque foi executado 1% da obra. Os terminais estão 0% executados e 0% foi pago. Não houve adiantamento [de pagamento], não houve nada. As medições estão tendo brigas homéricas”, disse.
Logo após a fala, o secretário pediu licença para se retirar da audiência e incumbiu outros dos membros da Sinfra para tirar dúvidas dos deputados sobre o andamento da obra.
“A minha equipe vai responder. Isaac, você responde sobre parte técnica; a outra parte deixa para o doutor Carlos responder. E, com todo o respeito que eu tenho por vocês, eu vou pedir licença, porque eu sou muito nervoso. Tem coisa que eu quero falar, mas eu não vou falar, porque isso vai me infartar”, disse.
Antes de sair, o secretário questionou o que chamou de falta de ação dos deputados estaduais na fiscalização da obra do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), projeto que antecedeu o BRT e que foi suspenso por corrupção entre políticos e empresários.
“É engraçado que quando chegou os trens do VLT foi foguetório na cidade, mas sequer tinha trilhos ainda, e ninguém falou nada. Foram pagos milhões e milhões de reais e trens ficaram parados mais de 10 anos”, disse.
Os vagões do VLT foram vendidos para o governo da Bahia em 2024 por R$ 793 milhões. O governo de Mato Grosso diz que o dinheiro dará para executar a obra e comprar os veículos elétricos do BRT.
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