Internado em SP, Cacique Raoni tem nova hemorragia digestiva e piora no quadro renal MT

O líder indígena Raoni Metuktire, de 93 anos, apresentou uma nova hemorragia digestiva na sexta-feira (10), mas o sangramento já foi controlado pela equipe médica. Segundo boletim divulgado pelo Hospital São Paulo (HSP/Unifesp) neste sábado (11), o cacique segue estável, consciente e respirando sem auxílio de aparelhos, apesar de uma leve piora no quadro renal e tosse com secreção.

O boletim informa que Raoni está respondendo a comandos e aceita alimentação por via oral. A piora na função renal está sendo tratada.

O cacique recebeu alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na última segunda-feira (6), após apresentar melhora clínica. Ele segue internado em um quarto de enfermaria.

Raoni foi internado em 19 de junho com um quadro de obstrução intestinal alta e pneumonia aspirativa. No dia seguinte, passou por uma cirurgia para desobstrução intestinal. Em 30 de junho, foi identificado um pneumotórax no pulmão direito, que foi drenado sem intercorrências.

De acordo com o hospital, Raoni apresentou uma outra hemorragia digestiva alta no dia 29 e foi submetido a uma endoscopia. O exame identificou sangramento ativo no estômago e no duodeno, que foi prontamente controlado.

Histórico de internações

Em maio deste ano, Raoni foi internado em Mato Grosso após sentir fortes dores na barriga devido à uma hernia antiga. Ele recebeu alta em dois dias, mas voltou a apresentar complicações de saúde e foi novamente para a UTI para tratar um quadro de pneumonia.

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Segundo o hospital, o líder indígena apresentava múltiplas comorbidades, entre elas Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), cardiopatia com marcapasso implantado e insuficiência cardíaca.

Em setembro de 2022, ele chegou a ficar internado por cinco dias no hospital de Sinop, após ser diagnosticado com um problema cardíaco e passar por cirurgia para implante de marcapasso. Depois, passou alguns dias no município de Colíder até voltar para a aldeia.

Além disso, em julho de 2020, o cacique foi internado em um hospital de Colíder após ter passado mal. Ele chegou a ser transferido de avião para Sinop com complicações gastrointestinais e desidratação.

Em setembro do mesmo ano, foi novamente internado com diagnóstico de pneumonia pela equipe médica de sua aldeia, no Parque Indígena do Xingu. À época, recebeu alta médica nove dias depois. Ainda neste período, também apresentou um quadro depressivo após a morte da mulher dele, Bekwyjkà Metuktire.

agro.mt

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