Após prestar depoimento, mecânico mantém versão de que Prefeitura deve por consertos
O mecânico detido pela Polícia Militar por suposta apropriação indébita de quatro veículos da Prefeitura de Diamantino afirmou que não pretende devolver os automóveis enquanto a administração municipal não quitar os serviços de manutenção realizados. Segundo ele, a cobrança está sendo discutida na Justiça e a retenção dos carros ocorreu como forma de garantir o recebimento da dívida.
A ocorrência foi registrada na quarta-feira (8), em Várzea Grande, após a PM receber uma denúncia sobre veículos pertencentes ao município. Durante as diligências, os policiais localizaram uma Chevrolet Spin em uma oficina e, após conversarem com o proprietário do estabelecimento, encontraram os demais automóveis.
Em entrevista ao programa Cadeia Neles, da TV Vila Real, o mecânico afirmou que os veículos chegaram à oficina para orçamento e reparos. De acordo com ele, os consertos de uma Chevrolet Spin e de um Fiat Mobi foram autorizados pela Prefeitura, mas os valores nunca teriam sido pagos.
Segundo o profissional, as tentativas de resolver o impasse de forma amigável não avançaram. Ele afirmou que chegou a acionar um advogado para propor um acordo, com reconhecimento da dívida e retirada dos veículos pelo município, mas disse que a administração não aceitou formalizar a negociação.
Ainda conforme o mecânico, representantes da Prefeitura teriam tentado retirar os carros sem efetuar o pagamento pelos serviços prestados, motivo pelo qual decidiu manter os veículos sob sua guarda enquanto o processo judicial segue em andamento.
Durante a operação, a Polícia Militar localizou uma Chevrolet Spin em uma oficina, um Fiat Mobi em uma residência no bairro Eldorado e uma van Mercedes-Benz em uma garagem. O quarto veículo, também um Fiat Mobi, foi encontrado posteriormente na Avenida Alzira Santana.
O mecânico afirmou que esse último automóvel estava sendo levado para ser entregue quando foi abordado pelos policiais. Ele também explicou que parte dos veículos permaneceu em imóveis de terceiros porque sua oficina não tinha espaço suficiente para armazená-los.
Após prestar esclarecimentos à Polícia Civil, o mecânico foi liberado. A investigação sobre o caso continua, enquanto a cobrança pelos serviços de manutenção segue em discussão na Justiça.
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