O mercado brasileiro de soja teve uma sessão moderada nesta quinta-feira (2), sem registro de grandes ofertas. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, o foco dos produtores na comercialização do milho safrinha reduziu a disponibilidade de lotes de soja no mercado.
As cotações oscilaram entre estabilidade e alta ao longo do dia, sustentadas pelo desempenho positivo da Bolsa de Chicago durante boa parte da sessão, pelo dólar em patamar favorável e pelos prêmios de exportação, que seguem bastante firmes. Mesmo com esse cenário, o volume de negócios permaneceu limitado.
De acordo com Silveira, os produtores continuam priorizando as vendas de milho safrinha e segurando a soja, reduzindo a liquidez no mercado. O analista também destaca que algumas regiões apresentam oportunidades acima da paridade de exportação, especialmente em Minas Gerais, onde os preços estão acima da referência de exportação. Com o fechamento da Bolsa de Chicago nesta sexta-feira (3), em razão do feriado da Independência dos Estados Unidos, a expectativa é de poucas mudanças no curto prazo.
No mercado internacional, os contratos futuros da soja fecharam sem direção única em Chicago, em uma sessão marcada por forte volatilidade e ajustes de posições antes do feriado prolongado nos Estados Unidos. Os investidores seguiram atentos aos números divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), às oscilações do petróleo, às condições climáticas favoráveis às lavouras norte-americanas e ao comportamento da demanda chinesa.
O USDA estimou a área plantada de soja nos Estados Unidos em 85,4 milhões de acres na safra 2026, volume 5% superior ao registrado no ano passado e acima dos 84,7 milhões de acres projetados no relatório de intenção de plantio divulgado em março. A estimativa ficou dentro das expectativas do mercado.
O órgão também informou que os estoques trimestrais de soja em 1º de junho totalizaram 1,06 bilhão de bushels, alta de 5% em relação ao mesmo período de 2025 e acima da expectativa dos analistas, que era de 1,05 bilhão de bushels. Desse total, 367 milhões de bushels estavam armazenados nas propriedades rurais, queda de 11% na comparação anual, enquanto os estoques fora das fazendas somaram 694 milhões de bushels, avanço de 16%.
Já as exportações líquidas dos Estados Unidos ficaram abaixo do esperado. Na semana encerrada em 25 de junho, foram comercializadas 41,5 mil toneladas da safra 2025/26 e outras 182,5 mil toneladas da temporada 2026/27. O mercado aguardava vendas entre 500 mil e 1,5 milhão de toneladas.
Na Bolsa de Chicago, o contrato agosto da soja avançou 0,26%, encerrando a US$ 11,36 1/4 por bushel. O vencimento novembro recuou 0,13%, para US$ 11,47 3/4 por bushel. Entre os subprodutos, o farelo para agosto subiu 0,06%, fechando a US$ 305,50 por tonelada, enquanto o óleo avançou 0,11%, para 66,77 centavos de dólar por libra-peso.
No mercado cambial, o dólar comercial encerrou o dia com queda de 0,03%, cotado a R$ 5,2077 na venda e R$ 5,2057 na compra, oscilando entre a mínima de R$ 5,1587 e a máxima de R$ 5,2187 durante a sessão.
O post Oferta restrita limita negócios de soja no Brasil, mas preços são firmes; confira as cotações apareceu primeiro em Canal Rural.
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