Após uma semana marcada por oscilações, o mercado brasileiro de soja encerra o período em um cenário mais positivo. A quinta-feira registrou maior movimentação nos portos, impulsionada pela melhora das cotações e pelo aumento no volume de negócios.
De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a combinação entre a alta dos contratos futuros na Bolsa de Chicago e a manutenção de prêmios firmes favoreceu a formação dos preços ao longo do dia. O dólar apresentou leve recuo, mas sem comprometer a valorização observada nos portos.
No mercado interno, as indicações de compra também melhoraram. Apesar disso, os produtores seguem cautelosos, segurando parte da oferta e buscando preços mais elevados para negociar.
Entre as principais praças acompanhadas, a saca de soja subiu de R$ 128 para R$ 129 em Passo Fundo (RS), de R$ 129 para R$ 130 em Santa Rosa (RS), de R$ 124 para R$ 125 em Cascavel (PR), de R$ 114 para R$ 115 em Rondonópolis (MT) e de R$ 116,50 para R$ 117 em Dourados (MS). Já em Rio Verde (GO), a cotação permaneceu em R$ 117 por saca.
Nos portos de Paranaguá (PR) e Rio Grande (RS), a soja avançou de R$ 135 para R$ 136 por saca.
Na Bolsa de Chicago (CBOT), os contratos futuros fecharam em forte alta. O mercado reagiu às previsões de temperaturas elevadas nas principais regiões produtoras dos Estados Unidos, fator que pode comprometer o desenvolvimento das lavouras e sustentar os preços.
Além das condições climáticas, os investidores já começam a ajustar suas posições antes da divulgação de importantes relatórios do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), prevista para a próxima semana.
As expectativas do mercado apontam que o USDA deverá estimar uma área plantada de soja de 85,37 milhões de acres na safra 2026/27, acima dos 84,7 milhões de acres projetados na intenção de plantio divulgada em março e superior aos 81,2 milhões de acres cultivados na safra anterior.
Também será divulgado o relatório de estoques trimestrais, com expectativa de volume em torno de 1,051 bilhão de bushels em 1º de junho, dado que poderá influenciar diretamente o comportamento dos preços internacionais da oleaginosa.
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