A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou nesta quinta-feira (25) que as lavouras de trigo registraram crescimento do índice de vegetação (IV) em todas as regiões analisadas no ciclo 2025/26, em comparação com a safra passada. O resultado consta na 6ª edição do Boletim de Monitoramento Agrícola (BMA), que também indica condições satisfatórias para o desenvolvimento do milho segunda safra na maior parte das áreas acompanhadas entre 1º e 21 de junho.
Segundo a Conab, o trigo apresenta IV acima do registrado na última safra, com boa condição da vegetação de cobertura. O cereal alcançou 74,3% da área semeada, enquanto 55,1% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo. As condições adequadas de umidade e as temperaturas mais baixas favoreceram o cultivo, especialmente na região Sul. No Rio Grande do Sul, a semeadura avançou em todas as regiões, e no Paraná, a floração teve início.
Para o milho segunda safra, 60,7% das lavouras estão em maturação. O boletim mostra que o IV evoluiu próximo ao da safra anterior em praticamente todas as regiões monitoradas. Em Mato Grosso, o tempo seco favoreceu a maturação e o avanço da colheita nas primeiras áreas semeadas, com produtividade acima das estimativas iniciais. Em Goiás e Minas Gerais, a falta de chuvas em abril e maio interferiu no período reprodutivo.
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No Norte, os maiores volumes de chuva ocorreram no noroeste do Amazonas, em Roraima e no norte do Amapá. No Pará, a umidade do solo foi suficiente para o milho segunda safra. No Sealba, a condição também favoreceu o feijão e o milho terceira safra nas áreas próximas à costa.
No Sudeste e no Centro-Oeste, o predomínio de tempo seco, com chuvas atípicas, ajudou na recuperação do armazenamento hídrico do solo e beneficiou parte dos cultivos mais tardios de milho segunda safra e sorgo. Por outro lado, lavouras de algodão e milho segunda safra em maturação tiveram impacto sobre a qualidade do produto e atraso no início da colheita. No Sul, o volume de chuvas favoreceu o trigo e a evolução do milho segunda safra, enquanto parte do feijão segunda safra em Santa Catarina e no Paraná teve desempenho prejudicado pelos índices pluviométricos.
Produzido em parceria entre a Conab, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e o Grupo de Monitoramento Global da Agricultura (Glam), o boletim reúne imagens de satélite e dados de campo para acompanhar as condições agrometeorológicas e espectrais das principais regiões produtoras do país.
Fonte: gov.br
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