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Inoculação do milho com Bacillus aryabhattai contribui para mitigar os efeitos do déficit hídrico na cultura – MAIS SOJA


A adoção de bioinsumos visando mitigar os efeitos do déficit hídrico e aumentar a resiliência das culturas agrícolas a condições de estresse tem se intensificado em áreas comerciais, especialmente em regiões onde a distribuição das chuvas ao longo da safra apresenta elevada variabilidade e, frequentemente, não atende plenamente à demanda hídrica das culturas para a expressão de elevados potenciais produtivos.

Entre os microrganismos que vêm ganhando destaque para o manejo do déficit hídrico em culturas agrícolas está o Bacillus aryabhattai. Esse microrganismo tem sido alvo de diversas pesquisas científicas devido ao seu potencial em promover maior tolerância das plantas ao estresse hídrico, atuando por meio de diferentes mecanismos fisiológicos e bioquímicos que favorecem o desenvolvimento e a manutenção da produtividade mesmo sob condições limitantes de água.

Considerando que o milho é uma das culturas agrícolas mais sensíveis ao déficit hídrico, estudos têm avaliado a eficácia da inoculação com diferentes cepas de Bacillus aryabhattai como estratégia para reduzir os impactos do estresse hídrico. Avaliando os efeitos da inoculação do milho com Bacillus aryabhattai sobre recuperação do estresse e produtividade da cultura, Barbosa (2026) observou que a cepa CMAA 1363 de Bacillus aryabhattai pode mitigar os efeitos do déficit hídrico durante o período vegetativo do milho, fato demonstrado pelo aumento do teor relativo de água (TRA), e atividade da catalase (CAT) e da ascorbato peroxidase (APX), redução do extravasamento de eletrólitos (EE) e do teor de prolina, e proteção do aparato fotossintético, incluindo a preservação das moléculas de clorofila e melhorias no complexo de evolução de oxigênio (OEC), centros de reação do PSII (RC/ABS e RC/CS) e índices de performance (PIabs e PIcs) (Barbosa et al., 2026).

Figura 1. Teor relativo de água (TRA) (A), extravasamento de eletrólitos (EE) (B), Índice Falker de clorofila a (C) e índice Falker de clorofila b (D) em plantas de milho durante a fase vegetativa sob dois regimes hídricos: condições hídricas ideais (WW) e deficiência hídrica (DS), com e sem inoculação por Bacillus aryabhattai cepa CMAA 1363.
Médias seguidas de mesma letra não diferem entre si pelo teste de Tukey (p < 0,05)
Fonte: Barbosa (2026)

A melhoria desses atributos aumenta a resiliência das plantas a condições de estresse hídrico, bem como contribui para a manutenção do potencial produtivo da cultura, sob condições hídricas limitadas, refletindo inclusive no aumento de produtividade em comparação a plantas submetidas as mesmas condições de déficit hídrico sem o uso do Bacillus aryabhattai. Barbosa (2026) destaca que a inoculação do milho com Bacillus aryabhattai melhorou significativamente vários componentes de produção em condições hídricas ideais e em deficiência hídrica.

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Os resultados obtidos pelo autor demonstram que as plantas de milho inoculadas com Bacillus aryabhattai em condições hídricas ideais apresentaram ganho de produtividade de 16,19% em comparação com as plantas não inoculadas cultivadas na mesma condição hídrica. Já em condições de estresse por deficiência hídrica, a inoculação resultou em um aumento de 26,89% na produtividade em comparação com plantas não inoculadas sob a mesma condição hídrica (Barbosa, 2026). Vale destacar que os tratamentos de estresse por deficiência hídrica no estudo conduzido por Barbosa (2026) foram impostos a partir do estádio V4 e mantidos até o final da fase vegetativa do milho (VT), totalizando 25 dias de estresse.

Figura 2. Produtividade de grãos de plantas de milho submetidas a dois regimes hídricos durante a fase vegetativa: condições hídricas ideais (WW) e deficiência hídrica (DS), com e sem inoculação por Bacillus aryabhattai cepa CMAA 1363.
Médias seguidas de mesma letra não diferem entre si pelo teste de Tukey (p < 0,05).
Fonte: Barbosa (2026)

Com base nos aspectos observados, pode-se dizer que a inoculação do milho com Bacillus aryabhattai é uma estratégia promissora para mitigar os efeitos do estresse hídrico e elevar a tolerância das plantas ao déficit hídrico, contribuindo inclusive para a manutenção do potencial produtivo da cultura. Contudo, estudos mais aprofundados ainda necessitam ser realizados para estabelecer recomendações técnicas consistentes para a adoção de Bacillus aryabhattai como ferramenta integrante do manejo do milho.

Confira o estudo completo desenvolvido por Barbora (2026) clicando aqui!



Referências:

BARBOSA, J. P. F. USO DE Bacillus aryabhattai NA CULTURA DO MILHO: TOLERÂNCIA À SECA, ASPECTOS FISIOLÓGICOS E PRODUTIVIDADE. Tese de Doutorado, Universidade Federal de Sergipe, 2026. Disponível em: < https://ri.ufs.br/bitstream/riufs/24742/2/JOAO_PEDRO_FERREIRA_BARBOSA.pdf >, acesso em: 19/06/2026.

 

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