O mercado brasileiro de soja registrou preços mais atrativos nesta quinta-feira (18), mesmo diante das baixas observadas na Bolsa de Chicago. Conforme avalia o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a forte valorização do dólar e a manutenção dos prêmios em níveis elevados acabaram favorecendo as indicações no mercado doméstico.
“Os prêmios seguem bastante fortalecidos, resultando em indicações de preços mais atrativas”, destaca Silveira. Segundo ele, o câmbio criou oportunidades ao longo do dia, compensando parte da pressão vinda do mercado externo.
Apesar da melhora nas indicações, não houve registro de volumes expressivos de negócios. A movimentação ocorreu de forma moderada tanto nos portos quanto na indústria. O produtor segue acompanhando os fatores de mercado e buscando melhor timing para suas vendas, ao mesmo tempo em que começa a direcionar a atenção para as perspectivas da safra nova.
Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos futuros da soja encerraram o dia em baixa após atingirem, na véspera, os melhores níveis em duas semanas. O mercado passou por realização de lucros, pressionado pela queda do petróleo e pela valorização do dólar frente a outras moedas.
A semana vinha sendo marcada pela recuperação das cotações, refletindo a percepção de que a China voltou às compras de soja dos Estados Unidos. A valorização do dólar, porém, reduziu a competitividade do produto norte-americano e contribuiu para a correção dos preços.
Os exportadores privados dos Estados Unidos reportaram ao USDA a venda de 132 mil toneladas de soja para a China, com entrega prevista para a temporada 2026/27, além de outras 120 mil toneladas destinadas a compradores não revelados.
As exportações líquidas norte-americanas de soja somaram 424,9 mil toneladas na temporada 2025/26 e mais 304,1 mil toneladas para 2026/27, números dentro das expectativas do mercado.
Os contratos da soja para julho fecharam em US$ 11,28 1/4 por bushel, queda de 0,81%. O farelo de soja recuou 1,14%, enquanto o óleo de soja perdeu 2,58%.
No câmbio, o dólar comercial encerrou o dia com alta de 1,26%, cotado a R$ 5,1740 para venda. A moeda norte-americana oscilou entre R$ 5,1281 e R$ 5,1901 ao longo da sessão.
O post Dólar forte e prêmios aquecidos melhoram preços da soja no Brasil, apesar das perdas em Chicago apareceu primeiro em Canal Rural.
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