Tribunal rejeita recurso da Assembleia e confirma que vetos do governo devem ser votados às claras.
A tentativa da Assembleia Legislativa de manter o voto secreto na análise de vetos do governo acabou esbarrando novamente na Justiça. O Tribunal de Justiça rejeitou o recurso da Casa e confirmou que, quando o assunto é derrubar ou manter veto, o eleitor tem o direito de saber quem votou em quê.
Nos bastidores, a tese era simples: tentar convencer os desembargadores de que houve falhas processuais na decisão anterior. O problema é que o tribunal não comprou a ideia e ainda lembrou que recurso não serve para transformar inconformismo em argumento jurídico.
A decisão reforça um conceito que costuma causar certo desconforto em alguns ambientes políticos: transparência. Afinal, se o voto pertence ao deputado, a consequência pertence ao cidadão que o elegeu.
No fim das contas, a cortina fechou para o voto secreto. E, pelo visto, a plateia continuará tendo acesso ao elenco completo de cada votação.
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