A Polícia Militar retirou, no último domingo (14), indígenas que invadiram duas propriedades rurais em Sidrolândia, no Mato Grosso do Sul, segundo informações da TV Morena.
A ação ocorreu nas fazendas Água Clara e São Sebastião e de acordo com a Polícia Militar, durante a invasão foram registrados incêndios em residências, furto de insumos agrícolas e danos a máquinas e estruturas das propriedades.
Imagens divulgadas pela corporação mostram casas destruídas pelo fogo na Fazenda São Sebastião. Ainda conforme a PM, maquinários agrícolas foram danificados e árvores foram derrubadas para a montagem de barricadas, com o objetivo de dificultar o acesso das equipes policiais.
Em nota, lideranças da Terra Indígena Buriti afirmaram que nem integrantes da comunidade nem outras lideranças da aldeia tinham conhecimento da invasão das áreas.
Após a retirada dos indígenas, policiais permaneceram na região para evitar uma possível retomada das fazendas. Equipes da perícia técnica também foram mobilizadas para avaliar os danos materiais, apurar o furto de insumos e dimensionar os prejuízos causados aos maquinários e às estruturas das propriedades. O caso está sobre investigação da Polícia Civil.
Em nota a Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul) disse que repudia as ações ocorridas nas fazendas.
“A propriedade rural, adquirida de maneira legítima pelo proprietário, foi invadida e depredada por um grupo criminoso formado por indígenas.
Os invasores atearam fogo, roubaram maquinários, insumos agrícolas, cavalos e gado. A sede e toda a estrutura da propriedade rural foram queimadas, causando prejuízos incalculáveis e impedindo o legítimo exercício da atividade produtiva. Árvores foram derrubadas e transformadas em barricadas na tentativa de impedir que a polícia chegasse aos criminosos.
A fazenda é alvo de processo que se arrasta há anos na justiça e ainda está em fase demarcatória.
A Federação reforça que o direito de propriedade privada é previsto na Constituição e deve ser respeitado. Não podemos aceitar que produtores rurais continuem arcando com prejuízos materiais e psicológicos sem responsabilização dos criminosos e sem qualquer ressarcimento pelas perdas que são resultado da impunidade. É urgente a adoção de medidas firmes e efetivas que assegurem o cumprimento da lei e a segurança jurídica no campo.
É preciso que a Justiça e as autoridades competentes ajam com firmeza, investigando, identificando e responsabilizando os autores do ataque na fazenda São Sebastião. É inadmissível que qualquer pessoa, independentemente da etnia, atente contra a propriedade privada, contra a segurança jurídica e permaneça impune.
A Famasul continuará atuando de forma incansável pela paz no campo, pelo respeito ao Estado de Direito e pela segurança jurídica que garantem a produção, o desenvolvimento e a harmonia social em Mato Grosso do Sul”, diz a nota
O post PM retira indígenas de fazendas invadidas em Sidrolândia (MS) apareceu primeiro em Canal Rural.
As perspectivas para a safra 26/27 de soja em MT indicam um cenário de maior…
Foto: Embrapa Hortaliças/ Gislene Alencar A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) lançará suas primeiras…
Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso Produzir soja, milho e algodão em Mato Grosso continuará…
Entidades destacam legado de Afukaka na defesa dos territórios e da cultura indígena no Xingu…
Detentos na PCE e em VG estavam prestes a progredir de regime, mas seguem presos…
As incertezas relacionadas ao clima e à rentabilidade da cultura continuam desestimulando os produtores brasileiros…