A região do Chaco, no Paraguai, dá sinais cada vez mais claros de que pode se consolidar como a nova fronteira agrícola da América do Sul.
Segundo relatório de junho da StoneX, o avanço da área cultivada e os rendimentos acima do esperado na soja reforçam o potencial produtivo da região, justamente em um momento em que o mercado monitora a reta final da safrinha brasileira e o fortalecimento do El Niño para o segundo semestre.
A surpresa não veio apenas da expansão da área plantada. De acordo com a consultoria, os resultados obtidos na colheita também superaram as expectativas graças ao bom comportamento das chuvas ao longo da safra.
Os rendimentos médios da soja no Chaco chegaram a 2,4 toneladas por hectare, com registros entre 3,8 e 4 toneladas por hectare em algumas áreas. Os números se aproximam dos observados na Região Oriental do Paraguai, tradicionalmente considerada a principal área produtora do país.
Na avaliação da StoneX, o desempenho da safra reforça o potencial agrícola da região. O Chaco possui solos naturalmente férteis e, em muitos casos, exige menor uso de fertilizantes. O principal desafio continua sendo a irregularidade das chuvas.
Por isso, produtores já avaliam projetos de irrigação e até mesmo o cultivo de soja de primavera. A consultoria destaca que, sob condições climáticas favoráveis ou com expansão da irrigação, o Paraguai poderá ampliar seu potencial produtivo de soja nos próximos anos.
A área cultivada no Chaco passou de 150 mil para quase 157 mil hectares nesta safra. Como consequência, a estimativa de produção foi elevada de 331 mil para mais de 376 mil toneladas.
O crescimento da região também contribuiu para uma revisão positiva da safra nacional. Segundo a StoneX, a produção paraguaia de soja na safra principal deve alcançar 10,94 milhões de toneladas. Considerando ainda uma safrinha estimada em 1,4 milhão de toneladas, o volume total do ciclo 2025/26 chega a 12,34 milhões de toneladas.
Enquanto o Paraguai encerra a colheita da soja e inicia os trabalhos no milho, o mercado regional volta suas atenções para a reta final da segunda safra brasileira.
A StoneX manteve a estimativa da produção de milho do Paraguai em 5,31 milhões de toneladas. A colheita começa ao longo de junho e a expectativa é de que os resultados finais possam superar as projeções iniciais.
No Brasil, por sua vez, a preocupação está menos relacionada ao potencial produtivo da safrinha e mais ao comportamento do clima nos próximos meses. O fortalecimento do El Niño no Oceano Pacífico vem sendo acompanhado de perto por analistas e produtores, principalmente pelos possíveis impactos sobre o planejamento da safra de verão 2026/27.
Embora os efeitos sobre a safrinha brasileira sejam cada vez mais limitados à medida que a colheita avança, a mudança no padrão climático pode influenciar decisões de plantio em toda a América do Sul.
O avanço do Chaco mostra que a expansão da produção de grãos na América do Sul não depende apenas dos tradicionais polos agrícolas.
Com ganhos de produtividade, expansão da área cultivada e investimentos em tecnologia, a região passa a ocupar posição cada vez mais estratégica no mapa agrícola do continente.
Para a StoneX, os resultados desta safra indicam que o Chaco deixou de ser apenas uma aposta de longo prazo e começa a se consolidar como uma nova fronteira agrícola sul-americana.
O post Região do Chaco se consolida como nova fronteira agrícola da América do Sul apareceu primeiro em Canal Rural.
As negociações de soja em grão seguem aquecidas no Brasil. Além da demanda externa, indústrias…
O Ministério da Saúde passará a inserir, no Sistema Único de Saúde (SUS), o tratamento combinado…
Filho de Fernando Henrique Cardoso passa a responder por atos civis e patrimoniais do ex-presidente…
Em maio, o mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul permaneceu com…
Decisão aponta que Humberto Bosaipo desviou mais de R$ 1,8 milhão por meio de empresa…
Novo guia orientativo de aplicação imediata barra ultraprocessados e exige a venda de sucos naturais…