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Mais de 40% dos animais resgatados por maus-tratos já estão aptos para adoção em Cuiabá


Cães e gatos recuperados pela Secretaria de Bem-Estar Animal aguardam novas famílias; adoção responsável ajuda a ampliar a capacidade de resgate no município

 

Mais de 40 cães atualmente acolhidos pelo canil da Secretaria Municipal de Bem-Estar Animal (BEA) de Cuiabá já estão prontos para ganhar um novo lar. Dos mais de 100 cães e gatos resgatados após denúncias de maus-tratos, entre 40% e 45% concluíram os tratamentos veterinários, foram castrados, estão saudáveis e aptos para adoção.

 

Segundo a secretária adjunta de Bem-Estar Animal, Morgana Theresa Ens, o processo de recuperação dos animais começa logo após o resgate. Eles são encaminhados para clínicas veterinárias parceiras, onde passam por exames e recebem os tratamentos necessários. Somente após a alta médica são transferidos para o canil da secretaria, já com histórico clínico e prontuário completos.

 

“O canil funciona como uma ponte entre a recuperação e a reintegração desses animais a uma nova família”, explicou a gestora.

 

Processo busca compatibilidade entre animal e adotante

 

Os interessados em adotar podem procurar a secretaria presencialmente ou iniciar o processo pelo canal da Central de Atendimentos, via WhatsApp. Após acessar a opção destinada à adoção, o cidadão preenche um formulário de entrevista social. A equipe apresenta fotos e vídeos dos animais disponíveis e busca identificar a compatibilidade entre o perfil do adotante e o do animal.

 

A orientação é que, após essa etapa inicial, o interessado visite o canil para conhecer os animais pessoalmente.

 

“Muitas vezes é o próprio animal que escolhe a pessoa, e não o contrário. É importante ir de coração aberto”, afirmou Morgana. A secretária também defendeu a necessidade de romper preconceitos relacionados aos canis, destacando que muitos dos animais acolhidos são saudáveis e aguardam apenas uma oportunidade de recomeço.

 

Histórias de adoção mostram impacto das ações

 

A secretaria acumula diversos casos de adoções realizadas diretamente na sede, em feiras organizadas pelo município e por meio de campanhas de divulgação. Entre as histórias registradas estão famílias que decidiram adotar após a perda de um animal de estimação, pessoas que buscavam ampliar a família com um novo companheiro e até adoções motivadas pela convivência com outros pets da casa.

 

Durante uma das feiras de adoção promovidas pelo município, a moradora Camila Andrea de Morais Ferreira adotou um filhote após atender ao pedido do filho por um cachorro.

 

“A expectativa é dar muito amor e carinho para ele. Meu filho queria um cachorrinho há bastante tempo”, relatou.

 

Na mesma ação, Elenil Lima Silva Rocha levou para casa a filhote Luna.

 

“A gente já queria adotar há algum tempo. Estamos muito felizes e vamos dar todo o carinho até ela se adaptar”, afirmou.

 

Também em uma feira de adoção, a moradora Sonia Leite de Lima buscou um novo gatinho após a perda recente de sua companheira felina.

 

“Decidimos vir à feira porque acreditamos que a chegada de um novo gatinho vai trazer novamente alegria para nossa casa”, contou.

 

Já o coordenador de Tecnologia da Informação, Marcelo Gramari, destacou o aspecto social da iniciativa.

 

“Ao adotar, acolhemos um ser que precisa de cuidado e damos a ele a chance de fazer parte da família”, disse.

 

Além de cães e gatos, o trabalho da secretaria também alcança animais de grande porte. Alguns equinos resgatados e recuperados foram encaminhados para um centro hípico, onde atualmente auxiliam em atividades de equoterapia voltadas a crianças e adultos.

 

Adoção ajuda a ampliar capacidade de resgate

 

Morgana ressalta que a adoção responsável beneficia não apenas o animal acolhido, mas também outros que ainda precisam de atendimento.

 

“Quando uma pessoa adota, ela salva duas vidas: a do animal que está saindo do canil e a daquele que poderá ocupar a vaga para receber ajuda”, afirmou.

 

A secretária alerta que a adoção deve ser uma decisão consciente e planejada. Segundo ela, é importante que as famílias compreendam que os animais exigem cuidados permanentes e não devem ser devolvidos após um curto período de convivência.

 

Denúncias e participação da população são fundamentais

 

A Secretaria de Bem-Estar Animal esclarece que não realiza o recolhimento de animais apenas por estarem em situação de abandono nas ruas. A atuação do órgão está voltada principalmente para casos de maus-tratos e para o recolhimento de cavalos e bois soltos em vias públicas que ofereçam risco à população.

 

As denúncias devem ser feitas por meio da Ouvidoria Municipal, preferencialmente acompanhadas de fotos ou vídeos que permitam a fiscalização e o eventual resgate do animal.

 

Além da adoção, a secretaria incentiva outras formas de participação da comunidade, como o lar temporário para animais em tratamento e o apadrinhamento de animais idosos ou com deficiência, que costumam encontrar mais dificuldade para serem adotados.

 

Para Morgana, a proteção animal depende da atuação conjunta entre poder público e sociedade.

 

“O bem-estar animal não se faz sozinho. A secretaria é apenas uma engrenagem. Precisamos da participação da população para construir uma rede de proteção eficiente e garantir novas oportunidades para os animais que precisam de ajuda”, concluiu.

 

Com Assessoria

agro.mt

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