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‘Respeitar o vazio sanitário é a lição de casa em meio à safra desafiadora’, diz presidente da Aprosoja-SP


Foto: Daniel Popov/Canal Rural

O início do período de vazio sanitário da soja em São Paulo no último dia 1º acende um alerta para os produtores rurais sobre a necessidade de eliminar plantas voluntárias e restos culturais das áreas de cultivo. A medida é considerada fundamental para reduzir a presença da ferrugem asiática, uma das doenças mais severas da soja, e garantir melhores condições para o desenvolvimento da próxima safra.

De acordo com o presidente da Aprosoja São Paulo, Andrey Rodrigues, o cumprimento da determinação é uma responsabilidade dos produtores e uma ferramenta importante para proteger a rentabilidade das propriedades.

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“É muito importante que nós, produtores, preservemos essa situação para que não sobrem restos de cultura ou ‘pés de soja’ que possam nos prejudicar na próxima safra da oleaginosa”, afirma.

Segundo Rodrigues, o setor enfrenta um cenário desafiador, marcado por custos elevados e margens apertadas, o que torna ainda mais importante a adoção de medidas preventivas no campo.

“Passamos por momentos difíceis em termos de custo. A nova safra será desafiadora em relação à rentabilidade. São Paulo colheu bem e, graças à nossa produtividade, estamos relativamente equilibrados”, destaca.

Ele também ressalta que muitos produtores aguardam medidas que possam contribuir para a recuperação financeira do setor, especialmente em relação ao crédito rural e à renegociação de dívidas.

“Uma grande parte dos produtores ainda aguarda ações positivas do governo em relação às prorrogações de dívidas e ao acesso ao crédito em melhores condições. Mais do que nunca, é hora de fazermos a lição de casa em meio à safra desafiadora, preservando o vazio sanitário”, diz.

Para a associação, a eliminação de plantas remanescentes durante o período determinado é uma etapa essencial para evitar problemas fitossanitários e preservar o potencial produtivo das lavouras que serão implantadas na safra 2026/27.

“Essa é a nossa lição de casa para que não sobrem restos de cultura para a próxima safra, sem comprometer a produtividade futura. Assim, chegaremos mais preparados para a safra 2026/27”, concluiu Andrey Rodrigues.

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agro.mt

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