A Defesa Agropecuária da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) iniciou nesta segunda-feira (1º) o primeiro dos três períodos do vazio sanitário da soja no estado de São Paulo. A medida tem como objetivo prevenir e combater a ferrugem asiática, considerada uma das principais doenças que afetam a cultura da soja no país.
As ações são divididas em três regiões. A região 1 começou a cumprir o período de vazio sanitário nesta segunda-feira, enquanto as regiões 2 e 3 terão início nos dias 12 e 15 de junho, respectivamente. A relação completa dos municípios que compõem cada região está disponível no portal da Defesa Agropecuária.
De acordo com a engenheira agrônoma e gerente do Programa Estadual de Vigilância Fitossanitária, Jucileia Wagatsuma, os produtores precisam estar atentos às mudanças no calendário e às exigências estabelecidas para suas áreas de produção.
“O produtor deve ficar atento à mudança, procurando saber o período de vazio sanitário correspondente às suas áreas de produção, de forma a mantê-las livres de plantas voluntárias de soja durante todo o período de vazio sanitário”, destaca.
Confira as informações por região do estado.
Durante o período, fica proibida a semeadura e a manutenção de plantas vivas de soja em qualquer estágio de desenvolvimento. Exceções são permitidas apenas para produção de sementes ou fins experimentais, mediante autorização prévia da Defesa Agropecuária.
A gerente também ressalta que a responsabilidade pelo cumprimento da medida não é exclusiva dos produtores rurais.
“Importante frisar que as instituições concessionárias ou administradoras de áreas públicas também são responsáveis pela manutenção de suas áreas livres de plantas vivas de soja durante esse período”, afirma.
O vazio sanitário é uma das principais estratégias fitossanitárias para o controle da ferrugem asiática, pois promove a interrupção do ciclo do fungo causador da doença durante a entressafra. Com isso, reduz-se a quantidade de inóculo presente no ambiente e diminui-se o risco de ocorrência da doença nos estágios iniciais da próxima safra.
Além de respeitar o período de vazio sanitário, os produtores paulistas devem realizar o cadastro obrigatório das áreas produtoras de soja. Conforme estabelece a Resolução SAA 87/2024, o registro deve ser feito em até 15 dias após o término do calendário de semeadura.
O procedimento pode ser realizado por meio de celular ou diretamente em uma das unidades da Defesa Agropecuária espalhadas pelo estado. A medida visa fortalecer o monitoramento fitossanitário e contribuir para a proteção da produção paulista de soja.
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