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Produtividade da soja varia no RS após impactos do clima ao longo da safra – MAIS SOJA


A colheita da soja se encontra em fase final no Estado, alcançando 99% da área cultivada. A predominância de tempo seco e de boa trafegabilidade favoreceram o avanço das operações e a conclusão da colheita na maior parte das regiões produtoras. Restam áreas de safrinha, implantadas após o milho precoce, e talhões tardios, implantados principalmente após o período de escassez hídrica no início do verão, que estão encerrando o ciclo fisiológico.

Nessas áreas, especialmente em ambientes de várzea e de drenagem mais limitada, observam-se perdas pontuais por debulha natural em função do atraso da colheita das lavouras já maduras.

As produtividades seguem bastante heterogêneas devido à época de semeadura, ao regime hídrico ao longo do ciclo e ao potencial das lavouras implantadas tardiamente. Em áreas submetidas a déficit hídrico mais intenso, especialmente em solos rasos ou arenosos, ocorreram perdas significativas.

Nas lavouras de segundo cultivo e safrinha, persiste a tendência de redução do potencial produtivo também em decorrência da menor disponibilidade hídrica, da redução do fotoperíodo e do menor porte das plantas. Houve incremento na incidência de doenças foliares, como oídio e ferrugem-asiática, nas áreas ainda em final de ciclo.

Os produtores realizam operações de manejo pós-safra, como aplicação de corretivos, reparos localizados em áreas com erosão e classificação de grãos destinados à armazenagem e à eventual utilização como semente própria.

Nas regiões administrativas da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, Erechim, Lajeado, Passo Fundo e Soledade, a colheita de soja foi concluída. Na de Bagé, na Fronteira Oeste, a colheita foi concluída em Maçambará, Itacurubi, Barra do Quaraí e Uruguaiana. Em Manoel Viana, 99% dos 58.000 hectares foram colhidos; restam apenas áreas implantadas após o milho. Em São Borja, há por colher lavouras de safrinha, que equivalem a cerca de 10% dos 105.000 hectares semeados.

Na Campanha, dos 378 mil hectares cultivados 93% foram colhidos, e restam aproximadamente 26.000 hectares, compostos principalmente por áreas implantadas em janeiro e por talhões replantados após as precipitações intensas do final de dezembro. Em Dom Pedrito, parte dos produtores postergou a colheita em períodos de maior nebulosidade para reduzir descontos por umidade dos grãos.

As produtividades apresentaram melhor desempenho nas semeaduras tardias. Contudo, a maioria dos municípios deverá encerrar a safra com resultados inferiores ao inicialmente projetado.

Na de Frederico Westphalen, a colheita alcança 99% dos 434.000 hectares cultivados. As áreas remanescentes se encontram em maturação e devem ser colhidas nos próximos dias devido às boas condições de tempo. Na de Ijuí, a colheita alcança 98%. A operação tem sido realizada apenas em lavouras de segundo cultivo, após a aplicação de produtos para a uniformização da maturação. A produtividade média regional está estimada em 3.024 kg/ha. Há relatos de redução do potencial produtivo nas áreas tardias, além de aumento da incidência de oídio e de ferrugemasiática.

Na de Pelotas, 97% foram colhidos. A produtividade média está estimada em 2.800 kg/ha. As precipitações de baixo volume no período não comprometeram as operações, mantendo adequadas as condições de acesso das máquinas às lavouras. Os 3% remanescentes se encontram em fase de maturação.

Na de Santa Maria, a colheita está praticamente concluída. A produtividade média regional está estimada em 2.900 kg/ha. Na de Santa Rosa, restam 2% das lavouras em fase madura, e 98% foram colhidos. O avanço da colheita das áreas de safrinha foi favorecido pela adequada umidade do solo, que permitiu o acesso de máquinas em áreas de baixada e de drenagem deficiente. Em parte dessas áreas, houve perdas por debulha de legumes devido à permanência prolongada das plantas maduras no campo. As produtividades apresentam elevada variabilidade, entre 900 kg/ha e 4.200 kg/ha como reflexo de diferenças na disponibilidade hídrica, na época de implantação e na adaptação das áreas de segundo cultivo.

Comercialização (saca de 60 quilos)

A cotação média da soja passou de R$ 114,96 para R$ 115,52, aumentando 0,49% em relação à semana anterior, conforme o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar

Fonte: Emater/RS


agro.mt

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