Em cinco anos, entre 2030 e 2035, os biocombustíveis podem ampliar o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em até R$ 403,2 bilhões, conforme estudo do Observatório de Bioeconomia da Fundação Getulio Vargas (FGV). O tema será debatido em painel no Fórum Internacional de Agropecuária (Fiap), em 18 de junho, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul.
O relatório da entidade, publicado no início de maio, mostra que o país tem o potencial de alcançar 64 bilhões de litros no período analisado, incluindo os etanóis de cana-de-açúcar, milho, o de segunda geração e o biodiesel.
De acordo com o vice-presidente da Frente Parlamentar de Agricultura (FPA), Arnaldo Jardim, que será o condutor do painel no Fiap, os números mostram que as propriedades rurais, além de produtoras de alimentos e matérias-primas para diversos setores são, também, fabricantes de energia.
“Biocombustíveis são rotas virtuosas que contribuem para a descarbonização e criam uma cadeia longa que agrega valor ao país. O agronegócio brasileiro é referência internacional neste tema e é justamente o que vou mostrar no Fiap 2026”, ressalta.
Já de acordo com o pesquisador Cícero Lima, responsável pelo estudo da FGV, as fontes de bioenergia podem gerar R$ 62 de retorno para cada R$ 1 investido. “Mais do que uma alternativa energética, os biocombustíveis se configuram como um vetor de crescimento, com efeitos que se propagam por diferentes setores da economia”, afirma.
O Fiap 2026 será organizado e transmitido ao vivo pelo Canal Rural (TV e YouTube) e já conta com palestrantes de China, Arábia Saudita, México, Indonésia, Chile e Argentina, além de representantes de outras nações ligadas ao comércio global de alimentos e energia. Quem fizer a inscrição neste link e acompanhar o evento pela internet receberá um certificado digital de participação.
Evento: Fórum Internacional da Agropecuária 2026
Data: 18 de junho de 2026
Horário: 9h (horário de Brasília)
Local: Campo Grande (MS)
Formato: transmissão ao vivo pela TV e YouTube do Canal Rural
Confira a programação completa do evento (no horário de Mato Grosso do Sul):
• Marcelo Bertoni — pres. Famasul
• Maurício Saito — pres. Sebrae-MS
• Renato Costa — pres. Friboi
• Laudemir Müller — pres. ApexBrasil
• Eduardo Riedel — governador MS
• Roberto Rodrigues — professor e ex-ministro da Agricultura
━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━
• Eduardo Pedroso — dir. executivo de Originação JBS
• Roberto Perosa — pres. executivo Abiec
• Camila Estevam — pesquisadora FGV
• Mariana de Aragão Pereira — chefe-geral Embrapa Gado de Corte
━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━
• Andréa Veríssimo — dir. Relações Internacionais e Comunicação Unem
━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━
• Maurício Buffon — pres. Aprosoja Brasil
━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━
• Pedro Cunto — coord. do Programa Caminho Verde Brasil (MAPA)
• Damian Lluna — conselheiro da Embaixada da União Europeia
• Tereza Cristina — senadora
━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━
• Luis Felli — CEO Global Massey Ferguson
━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━
• Arnaldo Jardim — vice-presidente da FPA
━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━
• Artur Falette — sec. de estado da Semadesc (governo MS)
━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━
• Laudemir Müller — pres. ApexBrasil
• Debate com embaixadores e adidos
━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━
• Jorge Meza — representante da FAO no Brasil
━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━
• Destaques entre pesquisadores e produtores da temporada 2025/26
O post Mercado que deve injetar R$ 400 bilhões ao PIB brasileiro será destaque do Fiap 2026 apareceu primeiro em Canal Rural.
Mapas elaborados pela Embrapa Territorial para o Anuário da Cerveja 2026 mostram que as cervejarias…
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e a Receita Federal…
Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso A queda no preço do milho e a disparada…
Ataque premeditado com asfixia chocou moradores; força-tarefa localizou suspeito de 36 anos horas após o…
Os 70 anos da Extensão Rural no Paraná foram celebrados nesta quarta-feira (27), na sede…
Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso Custo de produção elevado, conflitos geopolíticos, risco climático, taxas…