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Veja como foi a manifestação de estudantes contra envolvidos na lista de “estupráveis” na UFMT


Estudantes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) realizaram uma manifestação nesta quinta-feira (21) para cobrar a expulsão dos alunos investigados pela criação de uma lista que classificava colegas como “estupráveis”. O protesto reuniu acadêmicos de diversos cursos e ocupou a reitoria da instituição.

O ato foi organizado pelo Movimento Correnteza, com apoio do Movimento de Mulheres Olga Benário. Com cartazes, falas públicas e cobranças direcionadas à administração da universidade, os estudantes pediram respostas mais rápidas diante do caso, que ganhou repercussão nas últimas semanas.

Segundo os organizadores, a principal reivindicação foi a expulsão dos envolvidos e a adoção de medidas permanentes para combater casos de misoginia e violência contra mulheres dentro do campus.

Durante a mobilização, representantes dos estudantes se reuniram com o vice-reitor da UFMT. Conforme os participantes, a universidade se comprometeu a discutir ações para ampliar a segurança no campus, como reforço da iluminação, aumento do monitoramento e criação de uma comissão voltada ao enfrentamento da violência de gênero.

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Os manifestantes também defenderam a realização de atividades obrigatórias de conscientização sobre misoginia e violência contra mulheres para os estudantes da instituição.

Ainda segundo os organizadores, uma reunião com a reitora deve acontecer nesta sexta-feira (22). Já os processos internos envolvendo os alunos investigados seguem em andamento.

Caso provocou revolta dentro da universidade

O episódio veio à tona após mensagens atribuídas a estudantes circularem nas redes sociais mencionando um suposto “ranking de alunas mais estupráveis” em cursos da universidade.

Depois da repercussão, a UFMT afastou alunos investigados e suspendeu as aulas presenciais de Engenharia Civil após relatos de ameaças contra estudantes dentro do campus.

O caso também passou a ser acompanhado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), que pediu esclarecimentos à universidade sobre as medidas adotadas diante das denúncias.

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agro.mt

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