O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) informou os dados do projeto CPA-MT¹, a estimativa do custeio do algodão para a safra 2026/27 que ficou em R$ 10,6 mil/hectare em abril, alta de 1,05% em relação a março. O aumento foi justificado, principalmente, pela elevação das despesas com macronutrientes, em função das tensões no mercado internacional, com destaque para o Estreito de Ormuz, que impacta a logística e os preços globais.
Com isso, o custo operacional efetivo (COE) do algodão aumentou 0,55% no mês, ficando estimado em R$ 15.227 mil/hectare. Dessa forma, considerando a produtividade média de 119,82 @/ha de pluma, o cotonicultor precisa vender o produto a pelo menos R$ 127,09/@ para cobrir o custo.
Com os preços mais atrativos da fibra nos últimos meses, o IMEA constatou busca dos produtores por proteção de margens e travamento de custos, avançando na comercialização da safra 2026/27, que estava atrasada, mas superou a média dos últimos anos.
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