A Embrapa Agroenergia informou nesta terça-feira (20) que teve aprovadas as duas propostas submetidas à Chamada 06/2025 – Universal: Prioridades das Unidades Descentralizadas, no âmbito do Sistema Embrapa de Gestão (SEG). Os projetos têm execução prevista para 36 meses, com início estimado em junho de 2026. As iniciativas abordam o desenvolvimento de bioinsumos e um processo de despolpa enzimática voltado à cadeia da macaúba.
O primeiro projeto aprovado é o “Bioinsumos a partir de lignina Kraft e minerais para fertilidade, proteção e sustentabilidade do solo (LIGNONEMAINPUTS)”, coordenado pelo pesquisador Clenilson Martins Rodrigues. A proposta usa lignina Kraft, coproduto da indústria de celulose e papel, associada a rochas regionais e biomassas vegetais para desenvolver insumos voltados à fertilidade e proteção do solo.
Segundo a Embrapa Agroenergia, a pesquisa busca responder à dependência brasileira de fertilizantes importados e a desafios agronômicos como baixa disponibilidade de nutrientes em solos tropicais, perdas por deriva de pós minerais e ocorrência de fitonematoides. O projeto prevê uso de mineração de dados, aprendizagem de máquina e modelagem estatística para otimizar formulações. A empresa não informou valores de investimento nesta etapa.
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A segunda proposta aprovada é coordenada por Dasciana de Sousa Rodrigues e Rossano Gambetta e trata do “Desenvolvimento de processo de despolpa enzimática para extração de óleo de polpa do fruto de macaúba e obtenção de caroços aptos à germinação”. O estudo mira um gargalo da cadeia: a taxa de germinação natural da macaúba, hoje em 7%, conforme a unidade.
De acordo com a pesquisadora Dasciana, a rota enzimática em baixa temperatura e baixa agitação busca preservar a viabilidade do embrião, diferentemente da despolpa mecânica. A proposta combina dois objetivos: ampliar a extração de óleo para biocombustíveis e aumentar a oferta de mudas viáveis. Para o setor, isso pode contribuir para estruturar a cadeia da macaúba no Cerrado com base tecnológica e menor perda no material propagativo.
Os dois projetos ainda dependem da execução prevista a partir de junho de 2026 para validação técnica e econômica em escala. Pelas informações divulgadas pela Embrapa Agroenergia, as pesquisas se concentram em reduzir gargalos de insumos e de produção de mudas, com potencial aplicação em agricultura, bioenergia e agroindústria, embora detalhes operacionais e orçamentários não tenham sido informados.
Fonte: embrapa.br
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