Categories: Featured

CCJ retoma debate sobre redução da maioridade penal e proposta ganha força na Câmara


A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados retoma nesta terça-feira (19) a discussão sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32/15, que prevê a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos em casos de crimes graves. A medida é defendida por parlamentares que consideram a mudança uma resposta necessária ao aumento da violência e ao sentimento de impunidade no país.

O relator da proposta, deputado Coronel Assis (PL-MT), afirmou que a população brasileira cobra uma atualização da legislação penal diante da participação de adolescentes em crimes violentos. Segundo ele, pesquisas recentes indicam que a maioria da população apoia a redução da maioridade penal.

“A sociedade não aceita mais ver criminosos de 16 e 17 anos envolvidos em assassinatos, latrocínios e estupros sendo tratados com punições brandas”, argumentou o parlamentar durante audiência pública realizada na semana passada.

A proposta mantém a regra geral da inimputabilidade até os 18 anos, mas cria exceções para adolescentes envolvidos em crimes considerados hediondos ou de extrema gravidade. O texto também prevê que os jovens cumpram pena em unidades separadas dos adultos, com garantias específicas previstas em lei.

Defensores da mudança afirmam que adolescentes dessa faixa etária já possuem discernimento suficiente sobre seus atos, principalmente em uma era de amplo acesso à informação e à tecnologia. Para esse grupo, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) não seria mais suficiente para lidar com casos extremos de violência.

Facções recrutam menores

Outro argumento utilizado pelos apoiadores da PEC é o de que facções criminosas se aproveitam da legislação atual para recrutar menores de idade, justamente pela expectativa de punições mais leves.

Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) apontam que cerca de 12 mil adolescentes estão atualmente internados ou privados de liberdade no Brasil. Para parlamentares favoráveis à proposta, os números demonstram que, embora a parcela seja pequena em relação à população jovem, há casos de alta gravidade que exigem resposta mais rígida do Estado.

Caso a admissibilidade seja aprovada na CCJ, a proposta seguirá para análise em uma comissão especial antes de ir ao plenário da Câmara.

agro.mt

Recent Posts

Polícia Militar prende em Cuiabá foragido da Justiça procurado há oito meses por homicídio e tráfico

Homem de 33 anos foi interceptado pela inteligência do 10º BPM a bordo de um…

24 minutos ago

Produtores retraídos e chuvas limitam oferta de arroz

Foto: Marcelo Casal Jr./Agência Brasil O mercado de arroz no Rio Grande do Sul tem…

46 minutos ago

133 prefeitos declaram apoio à reeleição do governador Otaviano Pivetta

Candidato diz que gestores têm receio de voltar à situação de “insolvência” da qual o…

1 hora ago

Polícia Civil prende criminoso que usava falsas negociações para atrair vítimas a roubos a mão armada em Cuiabá

Suspeito de 22 anos foi alvo de mandados nesta quarta (19) por ao menos seis…

2 horas ago

FMC reúne especialistas e lança Rustop® durante 10ª edição do Experts Café

Evento, realizado em Ribeirão Preto, reúne consultores para dois dias de discussões sobre desafios e…

2 horas ago

Aprosoja MT reitera à Energisa a necessidade de avanços na energia do campo

Ampliação da rede trifásica, manutenção de faixas de servidão e oscilações de tensão estão entre…

2 horas ago