As entregas de fertilizantes no Brasil devem cair entre 10% e 15% em 2026, após o recorde de 49 milhões de toneladas em 2025, segundo o Sindicato da Indústria de Adubos e Corretivos Agrícolas no Estado do Paraná (Sindiadubos-PR). Em nota divulgada nesta segunda-feira (18), a entidade informou que o cenário está ligado a conflitos geopolíticos, aumento de custos e atraso nas compras feitas pelos produtores. O quadro atinge diretamente o planejamento da safra de soja 2026/27.
De acordo com o Sindiadubos-PR, apenas 50% dos fertilizantes necessários para a próxima safra de soja foram negociados até agora, abaixo da média histórica superior a 60% para este período. Segundo a entidade, a postergação das compras amplia o risco de concentração da demanda nos próximos meses.
O sindicato alerta que, se houver retomada mais forte dos pedidos entre junho e agosto, o país poderá enfrentar gargalos logísticos nos portos. A estimativa é de espera de até 60 dias para o descarregamento de navios. No mesmo período do ano passado, as filas para atracação variavam de 10 a 15 dias, conforme informou o presidente da entidade, Aluisio Schwartz.
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Na avaliação do Sindiadubos-PR, o ambiente de custos também pressiona a decisão de compra. A entidade cita a incidência de PIS/Cofins sobre insumos agrícolas, os efeitos da tabela do frete mínimo e a alta do diesel. Além disso, o sindicato aponta restrição de crédito no campo, em meio ao avanço de recuperações judiciais no setor.
Segundo Schwartz, o custo de produção da soja está entre 50 e 55 sacos por hectare, diante de uma produtividade média de 60 sacos por hectare. Esse intervalo reduz a margem operacional e, de acordo com a entidade, pode limitar o uso de fertilizantes e comprometer o potencial produtivo da safra, caso o produtor adie ou reduza a adubação.
O cenário descrito pelo Sindiadubos-PR indica que o ritmo de negociação dos fertilizantes nos próximos meses será decisivo para o abastecimento e para o custo da safra 2026/27. A entidade também menciona risco climático associado ao El Niño, com possibilidade de seca no Centro-Oeste, mas não apresentou projeção consolidada de produção para a próxima temporada.
Fonte: Estadão Conteúdo
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