A defesa do delegado da Polícia Civil Bruno França Ferreira afirmou, em nota divulgada nesta sexta-feira (15), que ele enfrentava problemas psicológicos agravados por questões familiares e pela pressão acumulada da atuação contra facções criminosas em Mato Grosso.
Bruno está preso sob custódia da própria corporação após ser autuado em flagrante por tentativa de homicídio qualificado por motivo fútil, em Sorriso, município localizado a 420 quilômetros de Cuiabá. Ele permanece internado após ser baleado durante uma troca de tiros envolvendo um investigador da Polícia Civil, registrada na noite de quarta-feira (13).
Segundo a Corregedoria-Geral da Polícia Civil, o delegado será apresentado à Justiça assim que receber alta médica.
De acordo com os advogados, Bruno atua há quatro anos em Sorriso no combate ao crime organizado e vinha sofrendo desgaste emocional nos últimos meses. A defesa afirma que o delegado passou por um período de “grave sofrimento psicológico”, motivado por uma crise familiar e pela pressão da rotina profissional.
Ainda conforme a nota, familiares pediram ajuda a amigos e colegas de trabalho diante do estado emocional em que ele se encontrava. Os advogados sustentam que a reação do delegado durante a ocorrência aconteceu em um momento em que ele “não estava no pleno exercício de suas faculdades mentais”.
Conforme informações já divulgadas sobre o caso, policiais militares do Batalhão Raio e do 12º Batalhão ouviram disparos de arma de fogo vindos de uma residência na rua Pica-Pau, no bairro Parque das Araras, enquanto encerravam o turno de serviço.
Ao chegarem ao local, os militares encontraram o investigador em frente à casa, armado com uma pistola Glock 19 Gen 5. Segundo a PM, ele apresentava comportamento nervoso e havia cápsulas de munição espalhadas pelo imóvel, aparentando ser de calibre 12.
O veículo do delegado foi atingido durante a troca de tiros. Mesmo ferido, Bruno conseguiu dirigir até uma unidade hospitalar, onde segue internado sem previsão de alta.
A defesa também afirmou que a Corregedoria levou em consideração a condição psicológica do delegado ao analisar o caso, afastando a necessidade de prisão preventiva. A Justiça determinou medidas cautelares, entre elas o afastamento temporário do cargo, suspensão do porte de arma e acompanhamento psicológico especializado.
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