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Conab mantém estimativa da safra 2025/26 em 357,97 milhões de toneladas no 8º levantamento


A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) manteve em 357,97 milhões de toneladas a estimativa para a produção brasileira de grãos na safra 2025/26, segundo o 8º Levantamento da Safra de Grãos, divulgado nesta quinta-feira (14). O volume representa alta de 1,6% sobre a safra 2024/25, quando foram colhidas 352,27 milhões de toneladas. O resultado confirma a perspectiva de recorde, sustentada principalmente pelo desempenho de soja, milho e sorgo.

A soja segue como principal vetor de crescimento. A Conab projeta produção de 180,13 milhões de toneladas, com ajuste positivo de 978 mil toneladas ante a previsão anterior, equivalente a 0,5%. Com 98,3% da área colhida, a oleaginosa deve registrar aumento de 8,6 milhões de toneladas em relação ao ciclo 2024/25, alta de 5%.

No milho, a primeira safra foi estimada em 28,46 milhões de toneladas, avanço de 3,5 milhões de toneladas sobre a temporada anterior. Para o total das três safras, a produção foi projetada em 140,17 milhões de toneladas, a segunda maior da série histórica. Em relação ao levantamento anterior, houve ganho de 600 mil toneladas, ou 0,4%. A segunda safra, já totalmente semeada, deve atingir 108,46 milhões de toneladas, com recuo de 0,6% ante o ciclo passado, refletindo influência climática em estados como Goiás e Minas Gerais, apesar do aumento de 2,1% na área plantada nacional.

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O sorgo foi estimado em 7,6 milhões de toneladas, crescimento de 23,8%. Segundo o gerente de Acompanhamento de Safras da Conab, Fabiano Vasconcellos, a expansão está ligada à migração de áreas inicialmente destinadas ao milho para uma cultura com maior tolerância ao déficit hídrico e adaptação a janelas tardias de plantio.

Entre os recuos, o arroz foi projetado em 11,08 milhões de toneladas, queda de 13,1%, com retração de 13,7% na área plantada. O feijão deve somar 2,90 milhões de toneladas nas três safras, baixa de 5,2%. A Conab informa, porém, que não há risco de desabastecimento no mercado interno. O algodão deve alcançar 3,97 milhões de toneladas de pluma, recuo de 2,6%, e o trigo foi estimado em 6,39 milhões de toneladas, queda de 18,9%, com menor área no Rio Grande do Sul e no Paraná.

Os dados da Conab indicam que o avanço das culturas de verão e do sorgo compensa perdas em arroz, feijão, algodão e trigo na composição total da safra. O comportamento climático nas regiões produtoras e o andamento da colheita da segunda safra de milho devem seguir como fatores centrais para os próximos levantamentos.

Fonte: Estadão Conteúdo

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