Ganhar acima de R$ 10 mil por mês já coloca uma família mato-grossense entre os grupos de maior renda do estado. De acordo com dados da PNAD Contínua 2025, do IBGE, a renda necessária para integrar a chamada “classe média alta” em Mato Grosso é de aproximadamente R$ 10,5 mil mensais por família.
O valor coloca Mato Grosso acima da média nacional, estimada em R$ 10,4 mil, e à frente de vários estados brasileiros. O número reflete o crescimento econômico acelerado do estado nos últimos anos, impulsionado principalmente pelo agronegócio, setor de serviços e expansão imobiliária em cidades como Cuiabá, Sinop, Rondonópolis e Sorriso.
Apesar disso, a realidade ainda está distante da maior parte da população. Em um estado onde muitos trabalhadores vivem com renda bem inferior, ultrapassar a faixa dos R$ 10 mil continua sendo um objetivo difícil para boa parte das famílias. Ainda assim, Mato Grosso aparece entre os estados com maior poder de renda fora do eixo Sul-Sudeste.
No ranking nacional, o Distrito Federal lidera isolado: por lá, é preciso ganhar cerca de R$ 20,4 mil por mês para entrar na classe média alta. Já no Maranhão, o menor valor do país, a faixa começa em R$ 5,5 mil mensais — quase quatro vezes menos.
Os números mostram como o CEP influencia diretamente no padrão de vida e no conceito de classe social no Brasil. Em Mato Grosso, quem recebe acima de R$ 10,5 mil já faz parte de uma parcela considerada privilegiada da população.
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