Frete sobe em várias regiões de Mato Grosso

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) aponta movimento importante na logística do agro em Mato Grosso, o aumento no valor dos fretes rodoviários de grãos na maioria das rotas do Estado. A elevação ocorre mesmo diante de uma oferta equilibrada de carga para transporte, evidenciando que o fator determinante foi a redução na disponibilidade de caminhões. De acordo com o levantamento semanal, parte da frota deixou o Estado em busca de melhores oportunidades em outras regiões do país. Esse deslocamento reduziu a oferta local de carretas e caminhões, dando mais poder de negociação às transportadoras que permaneceram em Mato Grosso e impulsionando os preços dos fretes.

Os destaques para as principais rotas monitoradas, foram Diamantino a Rondonópolis uma média de R$ 155,00/tonelada (+3,20%) e Querência a Uberlândia (MG) média de R$ 333,70/tonelada (+3,28%), reforçando uma tendência de valorização do frete em um momento estratégico para o escoamento da produção agrícola.

O coordenador de inteligência de mercado agropecuário no IMEA, Rodrigo Silva, avaliar que, “para o período atual, seria esperado um movimento de desvalorização nos preços de frete, à medida que a demanda por transporte tende a se equilibrar com a finalização da colheita da soja da safra 2025/26. Ainda assim, as cotações permaneceram em patamares superiores aos observados no mesmo período do ano anterior, sustentadas, sobretudo, pelas variações nos preços do diesel, que mantiveram os custos de transporte elevados na comparação anual”.

O custo do transporte é um dos principais componentes do custo total da produção agropecuária em Mato Grosso, estado com grande dependência da malha rodoviária para levar grãos até os centros consumidores e portos. Com o frete mais caro, o produtor rural sente diretamente no bolso, já que há redução nas margens de lucro e impacta também a competitividade do agro mato-grossense no mercado nacional e internacional, especialmente quando comparado a regiões com melhor infraestrutura logística ou maior proximidade dos portos. “A eficiência no escoamento da produção é decisiva para manter a sustentabilidade econômica das propriedades rurais e garantir a competitividade do estado como um dos principais produtores de grãos do país”, explicou Rodrigo Silva.

Os dados divulgados fazem parte do projeto de Custo de Produção Agropecuário (CPA), desenvolvido em parceria entre o Imea e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar MT). A iniciativa acompanha de perto os principais indicadores que influenciam a atividade rural, oferecendo subsídios técnicos para a tomada de decisão no campo.

Advertisement

A informação é da assessoria.

agro.mt

Recent Posts

Semeadura do arroz irrigado alcança 75,70% da área prevista no Rio Grande do Sul. – MAIS SOJA

A semeadura do arroz irrigado para a Safra 2026/27 avança no Rio Grande do Sul.…

1 hora ago

Para 2026/27, Rabobank projeta estabilidade na área plantada de soja do Brasil – MAIS SOJA

Embora 2026 tenha sido um ano de margens mais apertadas para os produtores de grãos…

2 horas ago

Pecuária leiteira lidera inscrições de associações e cooperativas no edital do projeto MT Produtivo

Iniciativa coordenada pela Seaf recebeu 105 propostas de 55 municípios, somando R$ 129,5 milhões em…

4 horas ago

Bioinsumos, drones e controle biológico fortalecem a produção de algodão no semiárido – MAIS SOJA

Tecnologias apresentadas na ExpoCariri 2026 buscam reduzir perdas provocadas pela seca e pelas pragas, ampliar…

4 horas ago

Polícia Civil recupera em Araputanga motocicleta furtada horas antes em frente a hospital

Veículo modelo Honda Pop vermelho havia sido levado durante a madrugada; investigações continuam para identificar…

4 horas ago

Soja fecha o dia com preços firmes e quedas pontuais; veja as cotações

O mercado brasileiro de soja apresentou preços entre estáveis e mais baixos nesta quinta-feira (5).…

4 horas ago