O mercado brasileiro de soja teve um dia mais aquecido, com avanço nas cotações e maior volume de negócios, especialmente nos portos. O cenário externo foi determinante para destravar as negociações, combinando alta na Bolsa de Chicago e o dólar voltando a operar próximo de R$ 5,00.
Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a melhora veio, principalmente, da combinação entre câmbio e mercado internacional. Ele afirma que a valorização em Chicago e o dólar mais firme trouxeram sustentação aos preços internos. Os prêmios chegaram a recuar levemente, mas sem impacto relevante, contribuindo até para um ambiente mais favorável às negociações.
Com isso, houve registro de bons volumes ao longo da sessão, ainda que com condições de pagamento mais alongadas. O destaque ficou para os negócios via porto, onde os preços reagiram com mais intensidade diante do cenário externo positivo.
No mercado físico, os preços apresentaram variações regionais:
Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros da soja fecharam em alta para o grão e óleo, enquanto o farelo recuou. O mercado encontrou suporte na forte valorização do petróleo, impulsionada por tensões no Oriente Médio. O óleo de soja acompanhou esse movimento, diante da sua utilização na produção de biocombustíveis.
A demanda consistente por esmagamento nos Estados Unidos e atrasos pontuais no plantio por excesso de chuvas também contribuíram para a alta. Ainda assim, os ganhos foram limitados pela ampla oferta da América do Sul.
O mercado também repercutiu declarações do presidente Donald Trump sobre o Irã, aumentando a cautela dos investidores. Além disso, há expectativa em torno dos dados semanais de exportação dos Estados Unidos, com projeções entre 200 mil e 600 mil toneladas.
Entre os contratos, o vencimento maio de 2026 subiu 9,25 centavos de dólar por bushel, fechando a US$ 11,82 1/4. Já o contrato julho de 2026 avançou 7,75 centavos, encerrando a US$ 11,97 por bushel. No farelo, houve queda de US$ 3,60, para US$ 323,80 por tonelada. O óleo de soja subiu 1,60 centavo, fechando a 74,12 centavos de dólar por libra-peso.
No câmbio, o dólar comercial encerrou o dia com alta de 0,39%, cotado a R$ 5,0014 para venda e R$ 4,9994 para compra, oscilando entre R$ 4,9793 e R$ 5,0138 ao longo da sessão.
As informações são da Safras & Mercado.
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