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Escrivão recém-empossado da PC-MT é investigado por atuar como garoto de programa em Cuiabá


Jovem policial compartilhava viagens de luxo e anúncios explícitos de sexo pago

A Polícia Civil de Mato Grosso investiga um escrivão de polícia aprovado em concurso público que teria mantido perfis ativos em sites de acompanhantes masculinos, oferecendo serviços sexuais pagos. As imagens publicadas nas plataformas adultas coincidem com fotografias do perfil pessoal do servidor nas redes sociais.

O profissional, que tomou posse recentemente, já iniciou o curso na Academia de Polícia Judiciária Civil (Acadepol). No entanto, sua nomeação está cercada de controvérsia: o processo seletivo registra a situação como “sub judice”, pois ele não teria sido considerado apto em uma das etapas do certame, o Teste de Aptidão Física (TAF).

De acordo com informações obtidas pela reportagem, a Corregedoria da instituição foi comunicada sobre o caso e deve adotar as medidas cabíveis. O servidor também possui inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MT).

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Fotos no site mostravam uniforme da Acadepol

Nos sites especializados, o jovem se apresentava com descrições detalhadas do próprio corpo e serviços. Usando nomes como “Policial Novinho”, ele se descrevia como “baixinho, malhado, forte e muito macho”, com 1,60m de altura e 75kg. Anunciava disponibilidade para encontros em diferentes cidades, incluindo jantares, passeios e programas íntimos.

Os anúncios eram atualizados até meados de 2024 e mencionavam valores a partir de R$ 200. O perfil atendia tanto homens quanto mulheres, pessoas trans e não binárias. Em um dos textos, ele destacava “18 centímetros de pau” e garantia “puro prazer” e discrição.

As fotos utilizadas nos sites de acompanhantes são as mesmas que aparecem no Instagram pessoal do escrivão, onde ele compartilhava viagens para praias do Nordeste, Rio de Janeiro, Santos e Belo Horizonte.

Polícia civil vai analisar denúncias

O caso ganhou repercussão dentro da Polícia Civil e da sociedade cuiabana. Enquanto alguns servidores veem o episódio como incompatível com a função pública, outros aguardam o posicionamento oficial da Corregedoria.

Até o momento, a assessoria da Polícia Civil confirmou que o servidor está “sub judice” e que a instituição já foi notificada das novas informações.

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agro.mt

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