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Mercado brasileiro de trigo opera com oferta restrita e ritmo lento de negócios – MAIS SOJA


O mercado brasileiro de trigo teve outra semana com pouca evolução no volume de negócios, mas com preços firmes, sustentados principalmente pela baixa disponibilidade no mercado físico e pela postura retraída dos produtores. O ambiente segue típico de transição entre safras, com o foco ainda concentrado na colheita de verão, o que limita a liquidez.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Elcio Bento, o cenário segue travado do lado da oferta. “As cotações seguem firmes, sustentadas pela baixa disponibilidade no mercado spot e pela postura retraída dos vendedores”, afirmou.

No Paraná, os preços permaneceram estáveis, com indicações ao redor de R$ 1.350/t CIF, podendo chegar a R$ 1.380/t para trigo de melhor qualidade, e até superar R$ 1.400/t em negócios pontuais no norte do estado. No mercado FOB de Ponta Grossa, as referências variaram entre R$ 1.300 e R$ 1.320/t. Mesmo com a liquidez limitada, os preços seguem sustentados.

Já no Rio Grande do Sul, o mercado apresentou pouca movimentação, refletindo o foco na colheita da soja, que ainda concentra os esforços dos produtores. As indicações no interior giraram inicialmente ao redor de R$ 1.200/t FOB, mas ao longo da semana começaram a surgir sinais mais claros de valorização.

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“Aqueles que precisavam vender o trigo para acomodar a oleaginosa já o fizeram entre fevereiro e março nos estados do Sul”, explicou Bento. Com isso, a oferta disponível no curto prazo ficou mais restrita.

Outro fator relevante foi o aumento dos custos logísticos, que ajudou a conter a atuação dos compradores. A elevação dos custos de frete, típica deste período, foi intensificada pelo aumento do diesel, o que acaba inibindo a atuação dos compradores.

Na segunda metade da semana, o mercado começou a dar sinais de mudança, especialmente pela maior presença compradora. No Rio Grande do Sul, negócios passaram a ser registrados entre R$ 1.260/t e R$ 1.280/t FOB, com pedidas chegando a até R$ 1.350/t em algumas regiões.

“A ausência de volumes consistentes reforça a percepção de que os preços devem se sustentar no curto prazo”, destacou Bento.

No cenário externo, o Brasil segue dependente das importações, apesar de uma leve melhora na balança comercial. No acumulado do ano comercial 2025/26 (até março), o país importou 4,19 milhões de toneladas, queda de 13% na comparação anual. Ainda assim, a dependência externa permanece elevada. “O país mantém forte dependência do mercado externo para abastecimento”, afirmou.

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“A tendência é de recuperação gradual dos preços, limitada pela paridade de importação”, conclui Bento, indicando potencial de altas adicionais de até 5% no Paraná e 11% no Rio Grande do Sul.

Fonte: Agência Safras



 

FONTE

Autor:Ritiele Rodrigues – ritiele.rodrigues@safras.com.br (Safras News)

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Site: Agência Safras

agro.mt

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