O mercado brasileiro de soja apresentou um dia de pouca movimentação nesta terça-feira, marcado por preços pouco atrativos e baixa participação dos agentes. De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, o cenário foi de fraqueza nas cotações, sem estímulo para o produtor avançar nas negociações.
Segundo ele, mesmo com quedas na Bolsa de Mercadorias de Chicago, pequenas altas no dólar e prêmios praticamente estáveis, o conjunto de fatores não foi suficiente para impulsionar o mercado. A ausência de ‘apetite’ para negócios resultou em um dia travado, com produtores buscando melhores oportunidades, principalmente nos portos, mas sem avanço relevante.
Ainda conforme o analista, não houve registro de ofertas com volumes expressivos, com os agentes atuando de forma cautelosa e com baixa exposição. O comportamento reforça o momento de espera no mercado, diante das incertezas externas e da falta de estímulos mais claros.
No cenário internacional, os contratos futuros da soja fecharam em baixa na CBOT, pressionados por liquidação de posições e ajustes de carteiras. O mercado segue atento ao conflito no Oriente Médio e à divulgação do relatório de abril do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), prevista para quinta-feira (9).
A expectativa é de leve redução nos estoques de passagem nos EUA para a safra 2025/26, passando de 350 milhões para 348 milhões de bushels. Já os estoques globais devem ficar em 125,5 milhões de toneladas, acima das 125,3 milhões projetadas anteriormente.
Para a produção, o mercado projeta pequeno corte na safra brasileira, de 180 milhões para 179,8 milhões de toneladas, enquanto a estimativa para a Argentina deve subir de 48 milhões para 48,1 milhões de toneladas.
Na CBOT, os contratos com vencimento em maio fecharam a US$ 11,58 1/4 por bushel, com queda de 0,72%, enquanto julho recuou 0,73%, para US$ 11,74 1/2 por bushel. Entre os derivados, o farelo caiu 1,51%, para US$ 311,80 por tonelada, e o óleo recuou 0,32%, para 69,72 centavos de dólar por libra-peso.
No câmbio, o dólar comercial encerrou o dia em leve alta de 0,14%, cotado a R$ 5,1545 para venda, após oscilar entre R$ 5,1359 e R$ 5,1729 ao longo da sessão.
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