As plantações de algodão em Mato Grosso fecharam a última semana de março com sinais positivos de crescimento e saúde, segundo o acompanhamento da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa). Entre os dias 22 e 27, o clima deu uma trégua em diversas regiões, permitindo que as máquinas entrassem em campo para realizar a manutenção necessária. Esse cenário mantém viva a expectativa de que o estado terá uma colheita farta e produtiva.
Mesmo com o tempo mais favorável para o trabalho, o cuidado com as plantas não parou. Os produtores seguem em ritmo acelerado para proteger a lavoura contra pragas e doenças. O maior esforço está concentrado no combate ao bicudo-do-algodoeiro, o principal inimigo da cultura, além da vigilância contra insetos como pulgões e lagartas. O controle de plantas daninhas, como o capim-pé-de-galinha e o caruru, também continua sendo prioridade para não atrapalhar o desenvolvimento dos pés.
Tecnicamente, a situação é considerada equilibrada. O único alerta mais específico vem da região do Araguaia, onde produtores de algodão de segunda safra (safrinha) notaram que algumas plantas estão perdendo parte de suas estruturas de reprodução, como botões e flores. No entanto, a Ampa reforça que esses casos são pontuais e não estragam o quadro geral da safra mato-grossense, que segue com um desempenho promissor.
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