Apesar de registrar uma leve recuperação, a pesquisa que monitora o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) acumula o terceiro mês na zona de insegurança entre os comerciantes. Em março, o índice atingiu 95,9 pontos, um leve acréscimo de 0,1% em relação a fevereiro, permanecendo abaixo da linha dos 100 pontos, que marca a divisão entre otimismo e pessimismo.
Os dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), analisados pelo Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT), mostram ainda que o índice atual está 4,1% mais baixo do que o registrado no mesmo período do ano passado, indicando que o empresariado permanece em estado de cautela.
O presidente da Fecomércio-MT, Wenceslau Júnior, destacou a melhora mensal, mas ressaltou que ela ainda é insuficiente para retornar à margem de satisfação no comparativo anual. “O índice atual reforça a persistência de um ambiente de cautela entre os empresários, ainda que existam sinais pontuais de melhora nas expectativas futuras.”
É o caso do Índice de Expectativa do Empresário e do Índice de Investimento do Empresário, que apresentaram variações positivas em março, de 1% e 0,4%, respectivamente, indicando uma sutil melhora em relação ao mês anterior.
Já em relação à expectativa dos comerciantes, a pesquisa revelou que 63,3% esperam ampliar o quadro de funcionários. No mesmo período do ano passado, o percentual era de 56,2%.
Segundo análise do IPF-MT, o mês de março reflete que o comerciante se encontra levemente mais confiante em relação ao futuro, quando comparado ao mês anterior. No entanto, ainda é perceptível cautela nas decisões de curto prazo.
Isso é o que mostra o Índice de Condições Atuais do Empresário, que apresentou retração mensal de 1,5%. O destaque ficou para as Condições Atuais da Economia Brasileira, em que 78,1% dos empresários afirmaram que as condições pioraram.
Wenceslau Júnior explica que “o cenário observado indica um ambiente de transição, no qual a confiança empresarial se sustenta mais nas perspectivas futuras para o setor. A questão é que a percepção econômica – atual e futura – dos empresários segue pessimista”.
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