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Primeiro trimestre de 2026 deve registrar forte movimentação na exportação e importação de soja


Foto: Roberto Kazuhiko Zito/Embrapa Soja

O primeiro trimestre de 2026 deve registrar uma movimentação recorde de soja em grão no Brasil, com forte avanço tanto nas exportações quanto nas importações. O cenário reflete o consumo em alta, que tem levado o país a importar volumes históricos mesmo diante de uma safra robusta.

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A safra brasileira 2025/26 é estimada em mais de 170 milhões de toneladas, um novo recorde. Ao mesmo tempo, o consumo também atinge níveis inéditos, impulsionado tanto pela demanda interna, com destaque para a indústria de esmagamento, quanto pelas exportações de grão, farelo e óleo.

Soja em grão

Reprodução Canal Rural

No recorte entre janeiro e março, o Brasil deve exportar cerca de 23 milhões de toneladas de soja com a média diária de embarques, considerando uma projeção conservadora para o fechamento de março. Já as importações devem alcançar aproximadamente 340 mil toneladas no período, um volume sem precedentes na série histórica recente.

Grande parte da soja importada pelo Brasil vem do Paraguai, que responde por mais de 90% desse fluxo. O movimento reforça o aquecimento do mercado e a necessidade de complementar a oferta diante da demanda elevada.

O avanço também é visível no comparativo mensal. Em março de 2025, o Brasil importou cerca de 18 mil toneladas de soja. Para março de 2026, a estimativa varia entre 95 mil e 100 mil toneladas. Em termos diários, o volume saltou de menos de mil toneladas para mais de 5 mil toneladas.

No acumulado de 2025, o país exportou cerca de 108 milhões de toneladas de soja e importou menos de 1 milhão de toneladas. Para 2026, a expectativa é de superar ambos os números, com exportações acima de 110 milhões de toneladas e importações ultrapassando 1 milhão de toneladas.

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No cenário internacional, o mercado acompanha o início do plantio da safra 2026/27 nos Estados Unidos. A tendência é de aumento da área destinada à soja, o que pode influenciar os preços e a dinâmica global da commodity.

Apesar da combinação de produção elevada e importações em alta, o principal destaque é a força da demanda. O mercado segue aquecido, sustentado tanto pelo consumo interno quanto pelas exportações, abrindo oportunidades para o Brasil, ainda que isso não signifique, necessariamente, preços mais elevados.

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agro.mt

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