O mercado físico do boi gordo registrou novos negócios acima da média nesta quinta-feira (26), sustentado pela combinação de oferta restrita e demanda firme, especialmente da China. Frigoríficos seguem com dificuldade para alongar as escalas de abate, reflexo da disponibilidade limitada de animais terminados.
Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o atual cenário favorece o pecuarista, que consegue segurar a oferta diante de boas condições de pastagem. Ao mesmo tempo, a demanda externa segue aquecida. Importadores chineses e exportadores brasileiros intensificam os embarques para aproveitar a cota disponível, que pode se esgotar entre maio e julho no ritmo atual.
No mercado atacadista, os preços permaneceram acomodados ao longo do dia, refletindo um escoamento mais lento entre atacado e varejo. A demanda interna segue enfraquecida, com o consumidor priorizando proteínas mais acessíveis, como frango, ovos e embutidos.
Entre os cortes, o quarto traseiro foi cotado a R$ 27,30 por quilo, o dianteiro a R$ 21,00 e a ponta de agulha a R$ 19,50.
No câmbio, o dólar comercial encerrou o dia em alta de 0,69%, cotado a R$ 5,2558 para venda, fator que também contribui para a competitividade das exportações brasileiras de carne bovina.
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