Categories: Sustentabilidade

Abracal – Rochagem não substitui o calcário no solo; entenda – MAIS SOJA


O período de avaliação dos custos agrícolas tem ampliado o debate sobre produtos utilizados nas culturas. Nesse cenário, parte das últimas avaliações surgidas na internet e em alguns veículos de comunicação aponta para a possibilidade de “abrir mão” de itens presentes na execução do plantio.

Porém, o agricultor e o pecuarista precisam estar atentos, pois surgem avaliações incorretas. Uma delas é que a rochagem poderia “substituir” o calcário agrícola, em operações de sequestro de carbono.

Essa proposta não encontra base técnica. A Associação Brasileira dos Produtores de Calcário Agrícola (Abracal) ouviu engenheiros agrônomos e pesquisadores, que descartaram a troca em virtude das diferenças das finalidades desses insumos e dos efeitos – também diferentes – causados por esses mesmos insumos.

O calcário é um corretivo de acidez de solo, que age de forma rápida e eficiente. Já a rochagem, ou “pó de rocha”, atua como um “remineralizador”. No solo, o pó de rocha não tem força para corrigir o solo ácido, servindo para repor minerais e micronutrientes a longo prazo.

Especialistas apontam que não adianta investir em rochagem se o solo estiver ácido. O pH inadequado em um tipo de solo impede que a planta absorva os nutrientes liberados pelo pó de rocha.Prática que inclui o uso de calcário, a calagem deve ser sempre a primeira etapa no manejo do solo. Primeiro, o agricultor corrige o “ambiente” com o calcário e outros insumos para, depois, garantir que a planta consiga aproveitar a remineralização gerada pela rochagem.

Quanto à reação química, o calcário libera CO₂, mas o saldo final é amplamente positivo. Na operação, o calcário aumenta a produtividade e a biomassa – composta pelas raízes e pela palhada, entre outros itens – na mesma área plantada, o que sequestra muito mais carbono do que o volume emitido.

A rochagem tem uma emissão química menor, mas, sozinha, não gera o mesmo ganho de produtividade e sequestro de carbono em solos que precisam de correção.
Concluindo esse esclarecimento, reforçamos que qualquer medida quanto ao manejo de solo deve ser adotada somente após uma consulta ao engenheiro agrônomo, que poderá tirar dúvidas sobre operações.

Autor/Fonte: Associação Brasileira dos Produtores de Calcário Agrícola (Abracal)

agro.mt

Recent Posts

Com menor desmatamento desde 2016, Lula ironiza justificativa de Trump para sobretaxar o Brasil

Levantamento oficial apontou redução drástica na perda de vegetação. Dados serão enviados à Casa Branca…

6 horas ago

Veja quem comandará a PGE após saída de Francisco Lopes

O procurador Francisco Lopes pediu a exoneração do cargo de procurador-geral do Estado, nesta sexta-feira…

6 horas ago

Morre Jorge Messi, pai e empresário de Lionel Messi, aos 68 anos

Jorge Messi, pai e empresário de Lionel Messi, morreu aos 68 anos na noite desta…

7 horas ago

Estrelas internacionais: capivaras de Cuiabá ganham matéria no New York Times

As capivaras que recentemente entraram na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), em Cuiabá, ganharam…

8 horas ago

De volta ao jogo: maçã brasileira dispara nas exportações e mira novos mercados

Foto: Divulgação ABPM As exportações brasileiras de maçã registraram forte avanço no primeiro semestre de…

8 horas ago

Moro ficou mais pobre na política: patrimônio cai 34% desde 2022

Sergio Moro (PL) declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 1,03 milhão ao registrar…

8 horas ago