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Colheita da soja avança em MT e preocupação recai sobre fertilizantes – MAIS SOJA


Na última sexta-feira (13/03), a colheita de soja da safra 25/26 atingiu 96,42% da área prevista para a temporada, avanço semanal de 7,27 p.p. O ritmo dos trabalhos foi mais intenso no período, permitindo uma aproximação em relação ao observado na safra passada. Quanto as regiões, a Médio-Norte encerrou os trabalhos de colheita. Na Oeste, as chuvas no Vale do Guaporé limitaram o avanço das máquinas, fazendo com que parte das áreas já prontas permanecesse no campo, aguardando condições adequadas para a colheita.

Já as regiões Nordeste e Sudeste apresentaram avanços relevantes no período, alcançando 92,54% e 90,36% da área colhida, respectivamente. Com a maior parte das áreas já colhidas, a safra entra em sua fase final no estado, com expectativa de encerramento das atividades nas próximas semanas. Por fim, para os próximos sete dias, a previsão indica volumes de chuva entre 55 e 75 mm no estado, o que, caso se confirme, pode impactar o ritmo final da colheita.

Confira os principais destaques do boletim
  • DESVALORIZAÇÃO: a moeda norte-americana registrou queda de 0,89% em relação à semana passada, e encerrou o período na média de R$ 5,20/US$.
  • ELEVAÇÃO: com a valorização do óleo de soja, e reflexo das tensões geopolíticas, o preço da soja em Chicago registrou incremento de 3,40% no comparativo semanal.
  • ACRÉSCIMO: devido ao avanço da colheita no estado, o preço da oleaginosa em MT apresentou alta de 0,81% frente à semana passada.
Conflito no Oriente Médio pode impactar a aquisição de fertilizantes para a safra 26/27 de soja em MT.

Apesar do maior impacto sobre os nitrogenados, que no curto prazo afetam mais o milho, também é preciso atenção aos fosfatados, uma vez que, em 2025, 58,91% das importações do estado dessa categoria vieram do Egito e Israel. Até fev/26, os produtores adquiriram 44,43% do volume de fertilizantes necessários para o ciclo 26/27, total 13,33 p.p. acima ao do mesmo período do ciclo 25/26. No entanto, com parte dos fertilizantes da próxima safra ainda em aberto, o principal ponto de atenção recai sobre o 2° e 3° trim. do ano, período em que historicamente ocorre o pico de importação de fosfatados.

Caso o conflito se prolongue, os sojicultores que optarem por postergar as compras podem enfrentar maior volatilidade nos preços diante de possíveis gargalos logísticos, e com fretes marítimos pressionados. Considerando que os gastos com insumos correspondem a 45,12% do custeio da oleaginosa, a alta dos fertilizantes pode levar à redução do pacote tecnológico e do potencial produtivo da safra.

Fonte: IMEA

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FONTE

Autor:IMEA

Site: IMEA

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