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Qual a perda aceitável de colheita no milho? – MAIS SOJA


Em lavouras produtoras de grãos, minimizar as perdas na colheita é fundamental para garantir que a produtividade alcançada ao longo da safra não seja desperdiçada no campo. Assim como ocorre na cultura da soja, no milho as perdas durante a colheita são inevitáveis, mesmo com o uso de colhedoras modernas que permitem regulagens mais precisas e contribuem para reduzir esses prejuízos.

Entre os fatores mais associados às perdas na colheita do milho destacam-se o momento inadequado de colheita, a umidade dos grãos fora da faixa ideal, a velocidade excessiva de deslocamento da colhedora, além de falhas de manutenção e regulagem do equipamento. O término do ciclo da cultura, denominado maturação fisiológica, é caracterizado pelo surgimento do “ponto negro” na base dos grãos (Figura 1), indicando que não há mais conexão fisiológica entre o grão e a planta-mãe. Contudo, a presença desse sinal não significa, necessariamente, que a colheita deva ser iniciada.

Figura 1. Ponto negro em milho (camada preta), característica marcante da maturação fisiológica da cultura.
Adaptado: José Carlos Madalóz

Para que a colheita ocorra com menor risco de danos mecânicos e perdas, é necessário aguardar que os grãos atinjam a faixa de umidade ideal, entre 18% e 25%. Nessas condições, o processo de trilha tende a ocorrer de forma mais eficiente, reduzindo danos aos grãos e perdas no sistema de colheita. Ainda assim, perdas podem ocorrer caso a operação seja realizada de forma inadequada.

Entre os principais ajustes operacionais para minimizar perdas destaca-se a velocidade de deslocamento da colhedora, que deve variar conforme a classe da máquina e a tecnologia embarcada. Entretanto, estudos demonstram que, mesmo em colhedoras modernas, o aumento da velocidade de operação tende a elevar os índices de perdas. Por isso, recomenda-se sempre trabalhar dentro das faixas estabelecidas pelo fabricante.

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Mesmo com a colhedora devidamente regulada, grãos com umidade adequada e operação dentro da velocidade recomendada, algum nível de perda ainda pode ocorrer. Por essa razão, admite-se a existência de um limite de perda considerado aceitável. De acordo com Mantovani (2021), para a cultura do milho, perdas de até 1,5 sc ha⁻¹ são consideradas toleráveis. Valores superiores a esse indicam a necessidade de diagnóstico e ajustes no processo de colheita, buscando sempre reduzir as perdas ao menor nível possível.

Referências:

MANTOVANI, E. C. MILHO: PERDAS DE COLHEITA. Embrapa, 2021. Disponível em: < https://www.embrapa.br/agencia-de-informacao-tecnologica/cultivos/milho/producao/colheita-e-pos-colheita/perdas-na-colheita >, acesso em: 11/03/2026.

agro.mt

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