O mercado brasileiro de soja registrou uma terça-feira (10) de preços predominantemente mais baixos. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o dia foi marcado por um mercado apenas nominal, com várias tradings fora de atividade e sem apresentar ofertas consistentes de preços.
“Foi um dia marcado por negócios da mão para a boca, poucos players no mercado. O produtor ficou de fora, querendo spreads melhores. Mas com a situação de aversão ao risco, o mercado seguiu travado”, comentou Silveira.
De acordo com ele, a Bolsa de Chicago teve volatilidade limitada, com as atenções voltadas para o relatório de oferta e demanda de março do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. O dólar e os prêmios registraram apenas pequenas alterações e não tiveram impacto relevante no mercado físico brasileiro.
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago fecharam a terça-feira com alta para o grão e o farelo, enquanto o óleo recuou. A sessão foi marcada por forte volatilidade, com o mercado oscilando entre altas e baixas dentro de margens reduzidas.
Os investidores repercutiram o relatório de março do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, que reduziu em 1 milhão de toneladas a estimativa de produção mundial de soja para a safra 2025/26.
Ao final da sessão, prevaleceu a expectativa de novas compras de soja norte americana por parte da China, diante da possibilidade de encontro entre representantes dos dois países no próximo final de semana, segundo informações da Dow Jones. A queda significativa do dólar frente a outras moedas também deu suporte às cotações.
O USDA projetou a safra mundial de soja em 2025/26 em 427,18 milhões de toneladas. Em fevereiro, a estimativa era de 428,18 milhões.
Para o Brasil, a projeção foi mantida em 180 milhões de toneladas para 2025/26, enquanto o mercado esperava 179,3 milhões. Para 2024/25, a estimativa permanece em 171,5 milhões de toneladas. Já a produção da Argentina em 2025/26 foi projetada em 48 milhões de toneladas, abaixo dos 48,5 milhões estimados em fevereiro. O mercado apostava em 48,1 milhões.
Nos Estados Unidos, a safra de soja em 2025/26 foi indicada em 4,262 bilhões de bushels, o equivalente a 116 milhões de toneladas, com produtividade de 53 bushels por acre, repetindo as projeções do relatório anterior.
Os estoques finais foram projetados em 350 milhões de bushels, ou 9,53 milhões de toneladas, também sem alterações. O mercado esperava 343 milhões de bushels, ou 9,33 milhões de toneladas.
Os contratos da soja em grão com entrega em maio de 2026 fecharam a US$ 12,01 3/4 por bushel, alta de 5,50 centavos de dólar, avanço de 0,45%. A posição julho de 2026 encerrou a US$ 12,15 por bushel, ganho de 6,00 centavos ou 0,49%.
Nos subprodutos, o farelo para maio de 2026 fechou a US$ 314,50 por tonelada, alta de US$ 1,00 ou 0,31%. Já o óleo para maio terminou cotado a 65,62 centavos de dólar por libra peso, recuo de 0,48 centavo ou 0,72%.
O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,15%, cotado a R$ 5,1572 para venda e R$ 5,1552 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1328 e a máxima de R$ 5,1848.
O post Produtor fora do jogo? Soja tem dia travado no Brasil; confira os preços apareceu primeiro em Canal Rural.
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