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Milho mais caro? Entenda os impactos do conflito no Oriente Médio


Foto: Aiba/divulgação

Com a escalada do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, diversos segmentos do agronegócio brasileiro avaliam os impactos diretos e indiretos na cadeia produtiva. É o caso do milho, que tem os iranianos como principais compradores do cereal. Em 2025, 22% do milho produzido no Brasil foi embarcado para o Irã.

Enquanto a Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho) acredita que as exportações devem ser direcionadas para outros destinos, analistas alertam para o risco de excesso de oferta no mercado interno. Nesse sentido, os preços do milho poderiam ser afetados.

Na avaliação de Hyberville Neto, diretor da HN Agro, tudo depende da duração do conflito. Se a guerra se prolongar, os impactos no milho ocorreriam de forma indireta, por meio do encarecimento dos nitrogenados.

“A safra de verão é plantada no final do ano, mas as compras de fertilizantes ocorrem antes disso”, explica.

Apesar do potencial aumento dos custos de produção, o especialista afirma que o que rege a formação de preços no mercado nacional e internacional é a lei da oferta e da demanda.

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“O custo de produção pode influenciar a área plantada e, consequentemente, a produção. Mas o preço da commodity é definido por oferta e demanda, tanto no mercado nacional quanto no global”, afirma.

O analista destaca ainda que, nos últimos anos, o mercado interno tem ganhado peso na formação das cotações do cereal no Brasil. “O milho cada vez mais tem sido definido pelo mercado doméstico, principalmente por causa da demanda da indústria de etanol”, diz.

Exportações e mercado interno

No curto prazo, um eventual redirecionamento das exportações também pode influenciar os preços. Caso parte do milho que seria enviado ao Irã permaneça no país, haveria pressão adicional sobre o mercado doméstico.

“A ausência dessas exportações seria, em princípio, um fator de baixa para o preço do milho”, avalia Neto.

Mesmo assim, ele pondera que outros fatores podem limitar esse efeito. Entre eles estão o atraso no plantio da segunda safra e a demanda aquecida por etanol de milho no país.

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“Estamos falando de uma safrinha que foi plantada com atraso e de um cenário de demanda muito forte. Por isso, a expectativa é de preços firmes para o milho ao longo dos próximos meses”, afirma.

Para o analista, a evolução do conflito no Oriente Médio vai continuar sendo um ponto de atenção para o mercado. “Tudo vai depender de como essa situação vai evoluir e de quanto milho, de fato, deixaria de ser enviado para o Irã”, conclui.

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agro.mt

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