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Milho/MT: Semeadura avança e chega à 46,07% da área projetada no estado – MAIS SOJA


Na última terça-feira (10/02), o USDA divulgou o relatório do balanço de oferta e demanda agrícola. A disponibilidade de milho no mercado externo continua elevada, com a produção mundial do cereal projetada em 1,30 bi de t, sem grandes ajustes frente à estimativa do mês anterior.

Pelo lado da demanda, o consumo doméstico foi ajustado para cima, sendo o 2º maior valor já registrado pela organização na série histórica, estimada em 1,29 bi de t, aumento de 0,15% ante o último relatório. Mesmo diante da grande oferta, o expressivo avanço no consumo doméstico projetado para a próxima temporada reduziu o estoque final mundial em 0,66%, que ficou em 288,98 mi de t. A redução no estoque final foi influenciada, em parte, pelo aumento no volume escoado por um dos maiores fornecedores mundiais do cereal, com projeção de 83,82 mi de t enviadas pelos EUA (maior volume exportado pelo país na série histórica).

Confira os principais destaques do boletim:
  • VALORIZAÇÃO: na última semana a semeadura de milho no estado avançou 17,77 p.p., e encerrou a semana com 46,07% da área projetada já semeada.
  • AVANÇO: na média semanal, o indicador apontou alta de 1,50%, sustentada por demanda externa firme e perspectiva de oferta global mais ajustada, em meio à divulgação do relatório do USDA.
  • QUEDA: o preço do milho na B3 registrou alta na média da semana e finalizou o período em R$ 70,13/sc, sinalizando valorização de 0,66%, motivada por maior interesse comprador e suporte da demanda.
O projeto CPA – MT divulgou o 1º relatório de custo de produção para o milho da safra 26/27.

Os indicadores apontaram alta de 7,19% no custeio, estimado em R$ 3.558,08/ha frente à safra 25/26. Essa alta é influenciada pela atualização de pacotes tecnológicos entre safras. Por conta do custeio, o custo operacional efetivo (COE) registrou alta de 9,46% no comparativo de safra, com média de R$ 5.260,69/ha, indicando maior desembolso direto do produtor. Já o custo operacional total (COT) apresentou incremento de 8,08%, fechando em R$ 5.830,02/ha, movimento associado ao avanço dos custos operacionais e de manutenção das lavouras.

Por fim, o custo total (CT) apresentou elevação de 6,36% frente à safra anterior, finalizando na média de R$ 7.153,73/ha. Sendo assim, com a primeira projeção de custos indicando alta, é importante que os produtores mantenham atenção às relações de troca e aproveitem as melhores oportunidades de preço para travar seus custos para a temporada, uma vez que a comercialização da 26/27 ainda não iniciou.

Fonte: Imea



agro.mt

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