A safra de milho 2025/2026 está em andamento em Santa Catarina, com a área da primeira safra totalmente plantada e expectativa positiva de produção. O produtor acompanha de perto o comportamento do clima, dos custos e do mercado ao longo do ciclo.
Segundo a Epagri, a área cultivada cresceu 1,5%, impulsionada pelo bom desempenho da safra anterior, que registrou produtividade recorde no estado. Para este ciclo, a produção está estimada em 2,27 milhões de toneladas, com produtividade média de 8.735 quilos por hectare — abaixo do recorde anterior, mas ainda em nível considerado satisfatório.
O analista da Epagri, Haroldo Elias, afirma que a safra apresenta reação na área após anos de queda no plantio. “A safra atual está bastante satisfatória. Tivemos chuvas regulares em dezembro, apesar de alguns períodos curtos de estiagem, e a safra está relativamente boa”, diz.
Em Santa Catarina, o milho é um insumo essencial para a produção de proteínas animais, conectando a agricultura às cadeias de aves e suínos, que sustentam o agronegócio estadual.
José Zeferino Pedrozo, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), afirma que houve pequena ampliação da área destinada ao milho em relação à soja. “Nós sempre lutamos pela produção de milho, porque queremos continuar ostentando a nossa performance na produção de pequenos animais”, afirma.
A maior frequência de eventos climáticos extremos reforça a importância da gestão de risco nas propriedades. Em Faxinal dos Guedes, o produtor rural Alisson Zanatta relata perdas provocadas por granizo no início do ciclo.
“No mês de novembro tivemos três granizos em menos de 24 horas dentro da fazenda, o que causou uma perda significativa”, conta.
Nesse cenário, o seguro rural ganha relevância, mas ainda não cobre todos os custos da atividade. Zanatta explica que a proteção normalmente contratada cobre apenas parte do investimento na lavoura. “Ele cobre o custo da lavoura, mas não cobre diesel, mão de obra e outros custos operacionais”, afirma.
Com a safra ainda em andamento, o resultado final dependerá do comportamento do clima e do mercado nos próximos meses. A cultura segue como peça-chave para o equilíbrio das cadeias produtivas no estado.
Haroldo Elias destaca que o consumo de milho para etanol no Brasil continua em crescimento e deve alcançar cerca de 25 milhões de toneladas neste ano, o que mantém a demanda interna aquecida.
Ele também lembra que Santa Catarina segue dependente de milho produzido em outras regiões. Segundo o analista, o consumo estadual supera 8 milhões de toneladas por ano, enquanto o volume importado de outros estados varia entre 5,5 milhões e mais de 6 milhões de toneladas.
Apesar das perdas pontuais ao longo do ciclo, o produtor mantém a expectativa de resultados dentro do previsto. “A gente ainda vai ter algumas produções dentro do esperado, mas poderia ser melhor”, diz Zanatta.
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