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Calmaria domina mercado de arroz, com demanda pontual sustentando preços – MAIS SOJA


O mercado do arroz segue operando em ritmo lento, com cotações praticamente inalteradas e baixa volatilidade, refletindo um ambiente de equilíbrio frágil entre oferta e demanda no curto prazo. A constatação é do analista e consultor de Safras & Mercado, Evandro Oliveira.

“As movimentações recentes decorrem menos de mudanças estruturais e mais de um aumento pontual da procura interna, associado à recomposição marginal de estoques por parte do consumo doméstico”, explica. “Em alguns momentos, esta demanda superou a oferta disponível, o que ajudou a sustentar os preços”, acrescenta. Contudo, sem gerar um movimento consistente de alta.

O mercado externo teve influência limitada, mantendo os negócios concentrados no consumo interno. “No campo, as lavouras apresentam bom desenvolvimento geral, apesar do menor nível de investimento nesta safra, reflexo direto da severa crise de crédito”, pondera Oliveira.

As temperaturas baixas noturnas e matinais registradas em janeiro trouxeram relatos de marcas estéticas nas plantas — amarelamento nas pontas das folhas — sem confirmação de impactos produtivos até o momento.

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Do ponto de vista climático, o Rio Grande do Sul concentra o maior grau de atenção. A combinação de chuvas escassas e irregulares, redução da umidade do solo e gestão hídrica mais exigente eleva o risco operacional no curto prazo, atuando como fator de sustentação psicológica dos preços.

Em Santa Catarina, a irregularidade das precipitações limita ganhos de produtividade e mantém o setor defensivo. Em contrapartida, Tocantins e Mato Grosso apresentam condições amplamente favoráveis, com boa umidade e previsibilidade produtiva, funcionando como contrapeso às incertezas do Sul.

A média da saca de 50 quilos de arroz no Rio Grande do Sul (58/62% de grãos inteiros, pagamento à vista) encerrou a quinta-feira cotada a R$ 53,28, alta de 0,42% em relação à semana anterior. Na comparação com o mesmo período do mês passado, o avanço era de 1,01%, enquanto, em relação a 2025, a desvalorização atingia 46,41%.

Fonte:  Agência Safras



 

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FONTE

Autor:Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Safras News

Site: Agência Safras

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