O mercado brasileiro de soja iniciou a semana com cotações mais fracas e um ambiente de pouca demanda, marcado por baixo volume de negócios. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, o cenário seguiu pressionado pela combinação de fatores externos e pela ausência de compradores mais ativos.
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De acordo com Silveira, a Bolsa de Chicago apresentou volatilidade ao longo da sessão, mas encerrou o dia em queda, influenciada principalmente pelos embarques norte-americanos de soja, que seguem muito abaixo do registrado no mesmo período do ano passado. Além disso, o dólar também recuou, enquanto os prêmios permaneceram praticamente neutros, resultando em mais uma sessão de pressão sobre as cotações internas.
Nesse contexto, o produtor brasileiro permaneceu afastado do mercado, concentrado no avanço da colheita e pedindo preços com spreads maiores, sem fechamento de negócios relevantes. O analista resume que o comportamento dos preços ficou entre estabilidade e leve enfraquecimento.
Preços de soja no mercado brasileiro
Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta segunda-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O avanço da colheita no Brasil, com expectativa de safra recorde, pressionou o mercado, enquanto investidores realizaram lucros após as cotações atingirem, na sexta-feira, os melhores níveis em quase um mês.
As tensões comerciais também contribuíram para o movimento de correção, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçar impor tarifas de 100% ao Canadá caso o país avance em um acordo de livre comércio com a China.
No Brasil, a colheita da safra 2025/26 de soja atingiu 6,4% da área plantada até o dia 23 de janeiro, segundo levantamento de Safras & Mercado. Na semana anterior, o índice era de 3%. No mesmo período do ano passado, a colheita alcançava 3,9%, enquanto a média histórica para o período é de 6%.
As inspeções de exportação de soja dos Estados Unidos somaram 1.324.408 toneladas na semana encerrada em 22 de janeiro, de acordo com o USDA. O volume ficou ligeiramente abaixo do registrado na semana anterior e segue inferior ao acumulado do mesmo período do ano-safra passado.
Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam a US$ 10,61 3/4 por bushel, com queda de 0,56%. A posição maio encerrou a US$ 10,74 por bushel, recuo de 0,50%. Entre os subprodutos, o farelo caiu 1,86% no vencimento março, enquanto o óleo registrou leve perda de 0,18%.
O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,13%, negociado a R$ 5,2798 para venda, após oscilar entre R$ 5,2609 e R$ 5,2904 ao longo do dia.
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