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Café: diferença entre o mercado físico e a safra futura é de R$ 210 por saca


Foto: Gabriel Rosa/AEN

As vendas com foco na safra nova 2026/27 de café no Brasil seguem arrastadas. Para o consultor de Safras & Mercado Gil Barabach, o mercado invertido com o contrato setembro/26 negociado abaixo do mercado disponível continua pressionando as cotações futuras.

“Na prática, o preço futuro permanece inferior ao físico imediato, o que desestimula a comercialização antecipada. Diante desse cenário, o produtor segue limitando o fluxo de vendas da safra nova e priorizando a negociação do café disponível”, avalia.

A diferença de preços entre o mercado físico disponível e a safra futura gira em torno de R$ 210 por saca. Nesse contexto, indica Barabach, o fluxo de vendas futuras permanece lento e concentrado em regiões tradicionalmente mais ativas na negociação antecipada, como sul de Minas, Cerrado Mineiro e Mogiana Paulista, no caso do arábica.

Já as vendas de conilon seguem bastante reduzidas, restritas a operações pontuais de troca, e representando cerca de 2% do potencial produtivo da próxima safra. O analista destaca que no caso do arábica, a ideia preliminar de venda antecipada gira em torno de 11% do potencial produtivo, ligeiramente abaixo dos 12% observados no mesmo período do ano passado e bem inferior à média dos últimos cinco anos (2020-2024), em torno de 22%.

Considerando arábica e conilon/robusta juntos, as vendas da safra 2026/27 devem girar em torno de 8% do potencial produtivo, contra 9% em igual período do ano passado e uma média histórica de 17%.

“Os próximos meses devem trazer uma nova avaliação do potencial produtivo da safra e confirmando ou não as impressões iniciais das floradas. Essas informações tendem a auxiliar o produtor na recalibração de sua estratégia de comercialização”, afirma Barabach.

Por fim, ele destaca que a decisão por vendas antecipadas, por meio de travas futuras, deve estar alinhada a uma estratégia clara de proteção de margem financeira, especialmente em um ambiente de elevada volatilidade.

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agro.mt

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