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Chicago tem dia volátil na soja e com preços mistos; guerra comercial, clima na Argentina e USDA no radar – MAIS SOJA


Os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta quarta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Sinais de aproximação entre Pequim e Estados Unidos – o que poderia resultar em aquecimento da demanda chinesa pela soja americana -, a desvalorização do dólar – dando competitividade às exportações dos Estados Unidos – e a possibilidade de atraso na colheita do Brasil asseguraram a valorização da oleaginosa.

O mercado foi impulsionado por indicações de que autoridades dos Estados Unidos se reuniram com representantes da China. O secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, encontrou-se com o vice-primeiro-ministro chinês He Lifeng em Davos, na Suíça. E foi levantada a possibilidade de que os dois lados voltem a se reunir antes do encontro programado entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, em abril.

A notícia deixou em segundo plano o aumento nas tensões entre Estados Unidos e União Europeia. O Parlamento Europeu decidiu suspender o andamento do acordo comercial entre a União Europeia e os Estados Unidos como forma de protesto contra as exigências do presidente Donald Trump para adquirir a Groenlândia e contra suas ameaças de impor tarifas a aliados europeus que se oponham ao plano.

Chuvas nos estados do Centro-Oeste e Matopiba estariam causando atraso na colheita no Brasil. Mas ainda assim, nada que preocupe e comprometa o potencial produtivo.

Safras & Mercado publicou uma atualização de sua estimativa de produção de soja na Argentina para a temporada 2025/26. Os ajustes decorrem de um aumento na intenção de plantio de milho, o que levou a um corte de 778 mil toneladas na produção esperada de soja, para 50,3 milhões de toneladas.

Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com alta de 11,50 centavos de dólar, ou 1,09%, a US$ 10,64 1/2 por bushel. A posição maio teve cotação de US$ 10,75 por bushel, com elevação de 11,00 centavos de dólar ou 1,03%.

Nos subprodutos, a posição março do farelo fechou com baixa de US$ 0,20 ou 0,06% a US$ 291,40 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em março fecharam a 54,01 centavos de dólar, com ganho de 1,45 centavo ou 2,75%.

Autor/Fonte: Dylan Della Pasqua / Safras News

agro.mt

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