A ciência aplicada ao campo deixou de ser discurso e virou número na lavoura de Mato Grosso. Com uma década de atuação, o Centro de Pesquisas Científicas (CTECNO) da Aprosoja, instalado em Campo Novo do Parecis, acumula resultados que comprovam o impacto direto da pesquisa na produtividade agrícola. Um dos exemplos mais expressivos é o salto médio da produção de soja, que com as pesquisas da Aprosoja pode produzir até 30 sacas a mais por hectar plantado, conforme os experimentos conduzidos ao longo dos anos.
O LiVRE acompanhou de perto o evento que marcou os 10 anos do CTECNO, reunindo produtores rurais, agrônomos, consultores e lideranças do setor em um dia de palestras técnicas, troca de experiências e apresentação dos principais avanços obtidos pelo centro.
Instalado em uma área de 86 hectares, o CTECNO Parecis funciona como uma estação experimental permanente, onde são realizados entre 35 e 40 experimentos por ano, muitos deles de longa duração. O foco está na avaliação de manejos de solo, rotação de culturas e sistemas produtivos capazes de aumentar a eficiência da lavoura sem abrir mão da sustentabilidade.
O centro mantém dois pesquisadores em dedicação integral, responsáveis por planejar, executar e acompanhar todos os experimentos. Entre eles está a pesquisadora Danila Facco, especialista em solos, que destaca que os ganhos observados hoje são fruto de persistência e visão de longo prazo.
“Os resultados não aparecem de um ano para o outro. Muitas práticas precisam de tempo para mostrar efeito, principalmente quando falamos de solo. O produtor que entende isso colhe benefícios maiores lá na frente”, explica.
As pesquisas desenvolvidas no CTECNO avaliam diferentes tipos de solo, incluindo áreas de textura média e arenosa, comuns em Mato Grosso. Os estudos mostram que, com correções químicas adequadas, uso de plantas de cobertura e sistemas de rotação bem ajustados, é possível reduzir perdas de nutrientes e melhorar o aproveitamento do ambiente produtivo.
Entre os sistemas que mais se destacaram ao longo da década está a rotação soja-braquiária, apontada como uma das mais eficientes tanto do ponto de vista econômico quanto ambiental. O modelo contribui para o aumento do carbono no solo, melhora a estrutura física da terra e ajuda no controle de pragas como nematoides.
O presidente da Aprosoja, Lucas Costa Beber, reforçou que o papel dos centros de pesquisa é transformar ciência em ferramenta prática para o produtor. “Aqui não é pesquisa de laboratório isolado. Tudo o que é testado precisa fazer sentido dentro da porteira”, afirmou.
Ao completar 10 anos, o CTECNO se consolida como uma vitrine de soluções para o agronegócio mato-grossense, mostrando que investimento em ciência, mesmo com equipes reduzidas, pode gerar ganhos reais de produtividade, sustentabilidade e segurança para quem vive da terra.
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