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Semeadura de soja chega ao fim e lavouras apresentam bom potencial no RS


Foto: Pixabay

A semeadura da soja está praticamente concluída na regional de Bagé, no Rio Grande do Sul, com a maior parte dos municípios já tendo encerrado o plantio. Restam apenas áreas pontuais, principalmente aquelas destinadas à safrinha após o milho e algumas áreas de várzea, onde o excesso de umidade tem dificultado a entrada de máquinas no campo.

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De acordo com o engenheiro agrônomo da Emater/RS na regional, Guilherme Zorzi, as chuvas frequentes registradas nas últimas semanas mantiveram o solo excessivamente úmido, sobretudo em terras baixas, o que acabou atrasando o plantio dessas áreas remanescentes.

Ainda assim, ele ressalta que a situação não compromete o panorama da cultura. “O grosso da soja já foi plantado. O que sobra são áreas muito específicas, sem impacto relevante no cenário geral”, afirma.

Em alguns pontos houve necessidade de replantio, em razão de chuvas intensas que provocaram encharcamento do solo ou falhas na emergência das plantas. Segundo Zorzi, esses casos foram isolados e não alteram a avaliação positiva do desenvolvimento da lavoura na região.

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No contexto geral, a cultura apresenta bom estabelecimento, com vigor inicial satisfatório e potencial produtivo que anima os produtores neste momento do ciclo. A soja começa agora a entrar em sua fase mais sensível, com parte das áreas já em floração e expectativa de avanço desse estágio ao longo das próximas semanas. A regional de Bagé cultiva pouco mais de um milhão de hectares da oleaginosa.

A partir desse período, a cultura passa a depender ainda mais de uma boa disponibilidade hídrica e se torna mais suscetível a eventuais episódios de calor excessivo e estiagens. Segundo Zorzi, os produtores adotaram estratégias para reduzir riscos climáticos, evitando concentrar todo o plantio em um único período. A diversificação de ciclos de cultivares e o uso de áreas de várzea também contribuem para diluir possíveis impactos, especialmente em anos com influência do La Niña.

No aspecto fitossanitário, o cenário também é considerado favorável. Até o momento, há baixa incidência de doenças e pragas, além de registros pontuais de plantas daninhas, situação considerada normal para esta fase do ciclo. “Não há percalços relevantes a serem registrados até agora”, conclui o agrônomo.

Com informações da Safras & Mercado.

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