O mercado brasileiro de soja ficou travado, com quedas firmes nos preços ao redor de R$ 2,00 por saca. De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, o principal fator de pressão foi a divulgação do relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), com viés fortemente baixista.
Segundo ele, o relatório trouxe aumento dos estoques norte-americanos e elevação da produção brasileira, o que provocou forte recuo da Bolsa de Chicago na sessão. “A CBOT caiu com força e os prêmios não conseguiram compensar esse movimento”, observa. O dólar, por sua vez, ficou praticamente de lado ao longo do dia.
Silveira destaca que o produtor permaneceu fora do mercado, diante da queda mais acentuada das cotações. “Os preços recuaram e os negócios ficaram travados. Se ocorreram, foram antes da divulgação do relatório”, detalha o consultor.
Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta segunda-feira (12) na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Após iniciar o dia em alta por notícias de compras chinesas e pela queda do dólar, o mercado mudou de direção após o relatório de janeiro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Em geral, os números do USDA foram baixistas, com destaque para o corte na estimativa das exportações americanas, confirmando que a demanda chinesa não deve alcançar os volumes acordados entre Washington e Pequim, no final de outubro.
O USDA indicou que a safra norte-americana de soja deverá ficar em 4,262 bilhões de bushels (116 milhões de toneladas) em 2025/26, acima da previsão de 4,253 bilhões no relatório anterior. Os estoques finais estão projetados em 350 milhões de bushels (9,53 milhões de toneladas), acima da estimativa de dezembro e do esperado pelo mercado.
Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com baixa de 13,50 centavos de dólar, ou 1,27%, a US$ 10,49 por bushel. A posição maio teve cotação de US$ 10,61 3/4 por bushel, com retração de 12,75 centavos ou 1,18%.
Nos subprodutos, o farelo caiu 1,77% a US$ 298,30 por tonelada, enquanto o óleo ganhou 1,16%, fechando a 50,27 centavos de dólar por libra-peso.
O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,11%, sendo negociado a R$ 5,3718 para venda e a R$ 5,3698 para compra. Durante o dia, a moeda oscilou entre R$ 5,3505 e R$ 5,3855.
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