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Quais as principais doenças da soja? Embrapa aponta e dá dicas da atenção ao manejo


Doença atacou as lavouras, mas, com a safra na reta final, não deve afetar a produtividade da soja (Cláudia Godoy/Embrapa)

As doenças da soja seguem como um dos principais desafios enfrentados pelos produtores brasileiros e exigem atenção constante ao manejo, às condições climáticas e ao histórico das áreas cultivadas. A ocorrência e a severidade variam conforme a região, o clima da safra e as estratégias adotadas no campo, o que reforça a importância do monitoramento e da prevenção para reduzir riscos e perdas de produtividade.

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Entre as doenças que atacam o sistema radicular, a podridão de fitóftora é considerada relevante, especialmente na região Sul do país, embora não tenha ocorrência generalizada. Já a podridão causada por Macrophomina está fortemente associada ao estresse hídrico e pode ocorrer em praticamente todas as regiões produtoras, tornando-se uma preocupação recorrente em safras mais secas.

No caule da planta, o mofo branco se destaca como uma das principais doenças, sendo mais comum em regiões com temperaturas mais amenas. Já entre as doenças foliares, o oídio costuma aparecer com maior intensidade em safras menos chuvosas, enquanto a mancha-alvo é amplamente disseminada nas áreas produtoras.

A ferrugem asiática, por sua vez, está presente em praticamente todas as regiões do país, favorecida por condições de alta umidade. A antracnose também merece atenção, principalmente em áreas com maior volume de chuvas, como o Cerrado.

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A adoção de estratégias preventivas é apontada como fundamental para dar mais segurança ao produtor. Embora não exista um estudo específico que quantifique exatamente os ganhos da prevenção, a experiência no campo mostra que o manejo adequado reduz o risco de perdas produtivas e pode contribuir para a redução de custos ao evitar intervenções tardias. O conhecimento das doenças mais comuns em cada região permite decisões mais assertivas ao longo da safra.

No caso da ferrugem asiática, uma das principais ameaças à cultura, o uso de cultivares com genes de resistência é uma ferramenta importante, aliada ao vazio sanitário e ao controle químico. Essas cultivares não são imunes, mas apresentam evolução mais lenta da doença, o que reduz a multiplicação do fungo e amplia a janela para um controle mais eficiente no momento adequado.

O monitoramento da ferrugem também depende da atuação de redes regionais e de parceiros que alimentam os dados do Consórcio Antiferrugem. Estados como o Paraná aparecem com maior número de registros, o que está relacionado não apenas às condições climáticas e à época de semeadura, mas também à maior intensidade de monitoramento e ao número de propriedades acompanhadas. Em outras regiões, especialmente onde a semeadura ocorre mais tarde, os registros tendem a aumentar ao longo de janeiro.

As condições climáticas exercem influência direta sobre a ocorrência das doenças. Umidade e temperatura são fatores determinantes para a germinação e a disseminação dos fungos. Safras mais chuvosas podem favorecer podridões e morte de plântulas, enquanto epidemias de ferrugem estão diretamente ligadas à frequência e à distribuição das chuvas. O oídio apresenta um comportamento distinto, já que excesso de chuva pode reduzir sua severidade ao remover estruturas do fungo presentes na superfície das folhas.

Outro tema que vem chamando a atenção é a chamada “morredeira da soja”. Amostras analisadas até o momento indicam que é pouco provável que todo o problema esteja relacionado a patógenos de solo. Em diversas áreas avaliadas, não foram observados sinais típicos de doenças, como lesões ou podridões, o que indica que outras causas ainda estão sendo investigadas. Estudos adicionais estão em andamento para esclarecer o fenômeno.

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