A suinocultura de Mato Grosso inicia 2026 com o desafio de equilibrar a eficiência produtiva diante de um cenário de custos em alerta. Após um 2025 marcado por recordes históricos de exportação e maior protagonismo de mercados internacionais, como as Filipinas e o Japão, o setor agora volta as atenções para a sanidade e, principalmente, para a oferta de insumos.
O balanço do último ano revela uma recuperação sólida da atividade. De acordo com o Data Hub da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), as exportações de carne suína do estado saltaram de US$ 59,97 milhões, em 2024, para US$ 68,55 milhões no mesmo período de 2025. Esse crescimento foi impulsionado pela abertura de mercados exigentes e pelo reconhecimento do Brasil como zona livre de febre aftosa sem vacinação.
“Mesmo com o crescimento das exportações, o mercado interno não enfrentou desabastecimento. A produção seguiu equilibrada e acompanhou a expansão da demanda externa. O cenário demonstra a capacidade produtiva do país: sempre que desafiado, o produtor brasileiro responde com eficiência, qualidade e volume, garantindo o atendimento dos mercados interno e internacional”, pontua o presidente da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), Frederico Tannure Filho.
Apesar do otimismo com as vendas externas, o planejamento para 2026 exige cautela, segundo a Acrismat. O principal fator de risco é o atraso no plantio da safra 2025/26, causado pela irregularidade das chuvas. O cronograma apertado gera incertezas sobre a produtividade do milho segunda safra no Centro-Oeste, grão que é a base da ração animal e o item de maior peso na planilha do suinocultor.
Em Mato Grosso, a estratégia para o ano que começa passa pelo foco na industrialização e no monitoramento rigoroso das margens de lucro. Mesmo sem uma expansão agressiva do plantel, a produção estadual segue em crescimento para atender tanto o consumo doméstico quanto os contratos internacionais, mantendo a resiliência característica do setor após as crises enfrentadas em 2022 e 2023.
“Diante desse cenário, a orientação é para que os produtores estejam preparados para enfrentar possíveis elevações nos custos ao longo do ano. No mercado, a expectativa é de estabilidade tanto nos preços do suíno quanto no consumo interno e nas exportações, que devem permanecer firmes. Assim, o ambiente comercial tende a ser equilibrado, embora com atenção redobrada aos impactos dos custos de produção”, ressalta Tannure.
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