O mercado brasileiro de soja registrou negócios pontuais no porto e leve avanço nos preços nesta quarta-feira, sustentado pela melhora dos prêmios e pelo desempenho positivo da Bolsa de Chicago. De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, o cenário abriu oportunidades específicas no mercado físico, mas sem grande volume de negociação.
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Segundo o analista, o dia foi marcado por baixa oferta, especialmente no mercado spot, onde o spread segue elevado. O produtor permanece resistente aos níveis atuais de preços, o que continua limitando os volumes negociados. Na safra nova, houve poucos ajustes, mesmo com altas pontuais em algumas regiões. Ainda assim, os valores não são considerados atrativos pelo vendedor.
No geral, as cotações seguem depreciadas e em processo de ajuste, à medida que a nova safra começa a ganhar disponibilidade no mercado.
Nos portos, Paranaguá (PR) manteve em 135,00, enquanto Rio Grande (RS) manteve em 137,00.
Os contratos futuros da soja encerraram a sessão em alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O movimento foi sustentado por sinais de demanda aquecida da China pela soja norte-americana. Além disso, o avanço da colheita no Brasil e a expectativa pelo relatório de janeiro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado no dia 12, seguem no radar do mercado.
Informações divulgadas pela agência Reuters indicam que a estatal chinesa Sinograin teria adquirido mais 10 cargas de soja dos Estados Unidos. Fontes de mercado apontam que o volume já comprado desde o acordo entre os dois países gira em torno de 10 milhões de toneladas, com meta de alcançar 12 milhões até fevereiro.
A safra brasileira segue com bom desenvolvimento e está em fase inicial de colheita. Levantamento da Safras News junto às regiões produtoras indica lavouras bem estabelecidas e com bom potencial produtivo, sem riscos relevantes no momento.
Para o relatório de janeiro, o mercado espera que o USDA indique redução na produção americana de soja em 2025/26, ao mesmo tempo em que revise para cima os estoques finais. Analistas projetam corte da safra dos Estados Unidos de 4,253 bilhões para 4,232 bilhões de bushels, enquanto os estoques devem subir para 301 milhões de bushels.
No cenário global, a expectativa é de estoques finais mundiais de soja em 2025/26 em 123,1 milhões de toneladas, acima das 122,4 milhões estimadas em dezembro. Já os estoques trimestrais norte-americanos, na posição de 1º de dezembro, são projetados em 3,296 bilhões de bushels, acima do volume registrado no mesmo período de 2024.
O contrato março da soja em grão fechou com alta de 10,75 centavos de dólar, a US$ 10,67 por bushel. A posição maio encerrou cotada a US$ 10,78 3/4 por bushel, também em alta de 10,75 centavos.
Nos subprodutos, o farelo com vencimento em março subiu US$ 5,90, encerrando a US$ 305,40 por tonelada. Já o óleo de soja, com vencimento em março, recuou levemente para 49,31 centavos de dólar.
O dólar comercial fechou o dia em alta de 0,09%, cotado a R$ 5,3860 para venda e R$ 5,3840 para compra. Ao longo da sessão, a moeda norte-americana variou entre R$ 5,3690 e R$ 5,4010.
O post Preços de soja sobem em algumas regiões do Brasil; confira o fechamento de mercado apareceu primeiro em Canal Rural.
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